A Megasa-Siderurgia Nacional alertou para a necessidade da aplicação das medidas já anunciadas pelo executivo para a indústria eletrointensiva, devido à escalada dos preços da energia.
A siderúrgica, que emprega diretamente 700 pessoas, junta-se, assim, ao apelo deixado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “que recordou que o País não pode travar decisões essenciais devido à realização de Eleições Legislativas”, refere a empresa em comunicado.
“O setor eletrointensivo nacional está estrangulado pelo escalar dos preços da energia e necessita da aplicação urgente das medidas já anunciadas pelo executivo”, refere a Megasa, que é a maior indústria eletrointensiva em Portugal, gerando mais 3.500 empregos indiretos e uma exportação equivalente a 1.000 milhões de euros anuais.
Na mesma nota, o grupo espanhol que controla as fábricas no Seixal e na Maia, lembra três das medidas para as quais o atual Governo já tinha dado o seu aval e, na sua perspetiva, deveria agora executar.
A primeira passa pela aprovação formal de Bruxelas e a “imediata aprovação” do estatuto eletrointensivo, segue-se a autorização orçamental” para aumentar a compensação dos custos indiretos do CO2” e, por último, a “eliminação do custo com a tarifa social para consumidores eletrointensivos”. Esta última medida já foi acolhida pelo Governo, mas ainda não foi executada, lembra a Megasa.
“A situação política atual não pode atrasar a aplicação destas medidas no curto prazo. Um novo executivo já não chegará a tempo de as implementar. Ora, sendo estas medidas transversais e amplamente aceites pelos principais partidos, incitamos o atual executivo a avançar de imediato com elas. O setor produtivo nacional não pode esperar mais”, considera Álvaro Alvarez, administrador da empresa.
No mesmo comunicado, a Siderurgia Nacional defende ainda que “estas medidas são essenciais para evitar reduzir a produção da Megasa e perder competitividade relativamente ao exterior”.
“Neste momento, a Megasa encontra-se em desvantagem face às suas concorrentes europeias que, em alguns países, já beneficiam do estatuto de eletrointensivas e de medidas de apoio muito mais ambiciosas do que as existentes em Portugal, garantindo desta forma uma maior competitividade da indústria”, acrescenta o administrador Álvaro Alvarez.
No final do ano passado, em 26 de novembro, o grupo espanhol anunciou que ia parar a produção nas fábricas do Seixal e da Maia devido à “duplicação do preço de mercado da energia”, antecipando que a situação se pudesse repetir nos dias seguintes.