De acordo com os dados mais recentes dos Anuários Regionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao ano de 2024, o concelho de Barcelos registou 181 milhões e 400 mil litros de leite recolhido. Com este resultado, Barcelos superou Vila do Conde, que contabilizou 179 milhões e 200 mil litros.
Esta marca representa uma inversão face ao ano de 2023, altura em que a liderança pertencia ao concelho Vila do Conde, com 188 milhões e 400 mil litros, enquanto Barcelos tinha registado 183 milhões e 300 mil litros.
No terceiro lugar do pódio surge, como tem sido habitual, Ponta Delgada, nos Açores, com uma recolha de 172 milhões e 400 mil litros de leite.
A nível regional, o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) destaca ainda a Póvoa de Varzim, com 79 milhões e 500 mil litros, Vila Nova de Famalicão, com 48 milhões e 800 mil litros, e Esposende, com 22 milhões e 700 mil litros.
A Póvoa de Varzim mantém-se entre os concelhos com maior relevância na produção de leite de vaca, um setor que continua a representar a esmagadora maioria do total recolhido em Portugal.
Em 2024, a produção total de leite em Portugal ascendeu a 1.970 milhões de litros. Este valor representa uma ligeira diminuição de 1,3% em comparação com o ano anterior.
O leite de vaca continua a ser o pilar do setor leiteiro, correspondendo a 1.879 milhões de litros (cerca de 98% do total nacional).
Portugal apresenta um grau de autossuficiência em leite e derivados de 91%. Isto significa que, apesar de sermos grandes produtores, o País ainda depende de cerca de dez por cento de importações para satisfazer o consumo interno.
Cada português consome, em média, 62 litros de leite por ano. No entanto, nota-se uma tendência de mudança: enquanto o consumo de leite líquido tem vindo a diminuir ligeiramente, a produção de produtos transformados como o queijo (que cresceu 2%) e a manteiga (que subiu 6,2%) estão em expansão.
Apesar dos volumes elevados, o setor enfrenta desafios económicos. O preço médio pago ao produtor em Portugal tem estado entre os mais baixos da União Europeia (cerca de 46 cêntimos por litro), o que dificulta novos investimentos em tecnologia e sustentabilidade nas vacarias de Portugal.