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Homem acusado de matar outro na Póvoa de Varzim em silêncio na repetição do julgamento

11 Fevereiro 2026
Homem acusado de matar outro na Póvoa de Varzim em silêncio na repetição do julgamento
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O homem acusado de matar um empregado seu em 2021, na Póvoa de Varzim, recusou hoje prestar declarações no Tribunal de Matosinhos na repetição parcial do julgamento, por decisão da Relação do Porto, depois de ter sido absolvido.
Em dezembro de 2022, o suspeito, empresário de profissão, foi absolvido pela morte do empregado, de 51 anos de idade, por “falta de provas sólidas” para ser condenado.
Contudo, o Ministério Público (MP) não satisfeito com a decisão recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que mandou repetir parcialmente o julgamento por entender que houve um “erro notório” na apreciação da prova.
Em causa está a morte de um cidadão ucraniano, em junho de 2021, que trabalhava na exploração agrícola do suspeito e que, segundo a acusação, foi sodomizado com recurso a um objeto contundente que lhe causou graves hemorragias de sangue, levando à sua morte.
O arguido, de 43 anos de idade, que esteve em prisão preventiva, terá ainda profanado o cadáver com a ajuda da mãe, da agora ex-mulher e do sócio, defende a acusação.
Na ocasião, e por este crime, os quatro arguidos foram condenados a um ano de prisão, suspensa na sua execução.
Hoje, no Tribunal de Matosinhos, onde o julgamento começou a ser repetido, o principal arguido e a agora ex-mulher recusaram prestar declarações.
A mãe e o sócio do suspeito de matar o empregado não comparecerem em audiência de julgamento.
Ouvido pelo coletivo de juízes, um inspetor-chefe da Polícia Judiciária (PJ), que esteve na investigação do caso, contou que a versão daquele arguido “não era convincente” porque “não batia certo”.
“A sua postura suscitou dúvidas desde o início”, frisou um inspetor-chefe da Polícia Judiciária (PJ).