O Rio Ave garantiu a permanência na I Liga portuguesa de futebol ao vencer por 2-0 na receção ao Estrela da Amadora, em jogo da 32.ª jornada, adiado de domingo para hoje devido ao mau tempo.
Uma grande penalidade convertida por Clayton, aos 78 minutos, e um golo de Martim Neto nos descontos (90+8) asseguraram o triunfo do Rio Ave, no estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, casa emprestada do clube de Vila do Conde até final da época.
O triunfo deixa o Rio Ave na 11.ª posição da tabela, com 36 pontos, em igualdade com o Moreirense, 10.º, e o Estrela da Amadora no 15.º lugar, com 29, à frente de AVS, Farense e Boavista, os três últimos classificados.
“O nosso objetivo sempre foi fazer melhor do que na última temporada. Chegámos aos 36 pontos, que era uma das metas. Nunca falei em permanência.
Foi um jogo bem conseguido da nossa parte e penso que o controlámos sempre, criámos oportunidades na primeira e na segunda parte. É uma vitória justa pelo que os jogadores fizeram.
Defrontámos uma equipa experiente, que joga muito em futebol direto. Mas conseguimos vencer por 2-0, sem sofrer golos, e ainda tivemos mais duas ou três situações de finalização. São mais três pontos na nossa caminhada. Ainda temos dois jogos e queremos subir mais na tabela.
Foi um lance junto ao banco, a bola tocou num jogador do Estrela, e eu saltei, reagi por instinto. Acabei expulso por isso. São gestos que não devia ter tido, mas fazem parte da emoção do jogo.
Como jogador também era impulsivo, faz parte da minha forma de ser, mas não por falta de respeito. É uma reflexão para mim como treinador. Faço o possível para ajudar os meus jogadores e, fora das quatro linhas, também tenho de evoluir.
Preferíamos jogar em nossa casa, com os nossos adeptos. Sabíamos que teríamos 10 jogos fora, e tentámos adaptar-nos o mais rápido possível a Paços de Ferreira. Hoje conseguimos a primeira vitória aqui, foi importante”, disse Petit, treinador do Rio Ave.
“Estamos numa fase muito importante da época e, por mais que tentemos controlar a ansiedade e os nervos, a importância do jogo para ambas as equipas tornou as coisas mais difíceis.
Quem marcasse primeiro podia desbloquear o jogo. O Rio Ave aproveitou um erro nosso e conquistou um penálti. Depois acabaram por vencer bem.
O Rio Ave foi melhor, tem um grande plantel e jogadores de qualidade, como o André Luiz, que já foi nosso. Mostrou um nível alto. Dou os parabéns ao clube e às gentes de Vila do Conde.
Não quero usar isso como desculpa, mas foram três dias fora de casa. Não tivemos campo, nem equipamento próprio. O Rio Ave voltou a casa, treinou, estava mais preparado. Num jogo equilibrado, os pequenos detalhes contam. Mas não foi por isso que perdemos.
No jogo da primeira volta, vencemos, mas houve um momento infeliz com os apanha-bolas, incentivados pelo público, a atirarem bolas para o campo. Não foi algo premeditado pelo Estrela. Assumi responsabilidade, falei com eles, e nunca mais aconteceu.
Lamentavelmente hoje pareceu vingança. O Rio Ave é um clube histórico, de uma região de gente trabalhadora. Tem um passado forte e devia querer vencer sendo melhor. Mas hoje não foi o exemplo certo para os mais novos”, disse José Faria, treinador do Estrela da Amadora.