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AICEP recebe 5,1 milhões de euros da antiga Qimonda de Vila do Conde 17 anos após falência

19 Outubro 2026
AICEP recebe 5,1 milhões de euros da antiga Qimonda de Vila do Conde 17 anos após falência
Economia
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A insolvência da alemã Qimonda, antiga gigante dos semicondutores que chegou a ser o maior exportador de Portugal, continua a produzir efeitos financeiros em Portugal, mais de 15 anos após a falência.
Em 2025, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) recebeu mais de 5,1 milhões de euros, resultantes da recuperação de créditos associados ao processo de insolvência da empresa.
A agência pública admite a possibilidade de receber novos montantes no futuro, embora não existam garantias quanto à realização desses pagamentos. A concretização de eventuais recuperações dependerá da evolução dos processos de insolvência ainda em curso e das decisões tomadas pelas entidades competentes.
A AICEP esclarece, contudo, que não é possível antecipar o valor de futuros recebimentos, nem estabelecer um calendário para a sua concretização. Desta forma, apesar dos montantes já recuperados, o processo continua sem uma previsão definitiva quanto ao total que poderá vir a ser devolvido aos credores.
A história da Qimonda em Portugal está particularmente ligada à fábrica de Vila do Conde, no distrito do Porto. A unidade iniciou a produção em 1997 e chegou a empregar perto de 2.000 trabalhadores, assumindo um papel relevante na indústria tecnológica e nas exportações nacionais.
Apesar da falência da multinacional alemã, declarada em 2009, a fábrica portuguesa conseguiu manter-se em atividade através de uma nova estrutura empresarial. No final desse ano, a unidade deu origem à Nanium, uma empresa participada pelo Estado português, através da AICEP, que detinha 17,88% do capital, e pelos bancos BES e BCP, cada um com uma participação de 41,06%.
A criação da Nanium permitiu dar continuidade à atividade industrial da unidade de Vila do Conde, num contexto marcado pela crise da empresa-mãe e pela necessidade de preservar a capacidade produtiva e o emprego especializado.
Posteriormente, a Nanium foi vendida à norte-americana Amkor, grupo internacional especializado em serviços de montagem e teste de semicondutores. Entretanto, os processos associados à insolvência da Qimonda continuam a permitir a recuperação de créditos, mantendo consequências financeiras de um dos episódios mais marcantes da indústria tecnológica em Portugal.