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PSP desmantela grupo que utilizava veículos de TVDE para fazer chegar cocaína a Vila do Conde

15 Outubro 2026
PSP desmantela grupo que utilizava veículos de TVDE para fazer chegar cocaína a Vila do Conde
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A alegada rede de tráfico de droga desmantelada pela PSP no distrito do Porto recorria a plataformas de transporte de passageiros, como Uber e Bolt, para fazer chegar cocaína e outros materiais a uma habitação em Labruge, no concelho de Vila do Conde.
De acordo com as investigações, as viaturas eram enviadas sem passageiros, transportando apenas encomendas relacionadas com a atividade criminosa.
A Divisão de Investigação Criminal da PSP suspeita que o imóvel, na freguesia de Labruge, concelho de Vila do Conde, era utilizado para armazenar estupefacientes antes da sua distribuição por outros traficantes e consumidores. Entre os alegados clientes da rede estariam pessoas de diferentes áreas profissionais, incluindo ex-jogadores de futebol, empresários, professores universitários e músicos, identificados na investigação como clientes VIP.
A operação policial decorreu a 7 de outubro e culminou na detenção de 15 suspeitos, abordados em vários pontos do distrito do Porto, nomeadamente na zona da Arrábida e nos bairros da Pasteleira e de Pinheiro Torres, no Porto. As diligências abrangeram ainda Vila do Conde, Matosinhos e Vila Nova de Gaia. No total, foram realizadas 35 buscas domiciliárias e quatro buscas não domiciliárias.
Entre os detidos estão 12 homens, com idades entre os 22 e os 63 anos, e três mulheres, entre os 25 e os 51 anos.
Durante a operação, as autoridades apreenderam cerca de 3,57 quilos de cocaína, correspondentes a 17.852 doses, além de haxixe, canábis, anfetaminas, heroína, avaliados em cerca de um milhão de euros e produto de corte, tendo sido, também, apreendidos 340.450,29 euros em dinheiro.
A lista de apreensões inclui seis armas de fogo, munições, armas brancas, dispositivos elétricos, 36 telemóveis, um computador portátil, um tablet e duas balanças digitais. Foram ainda encontrados objetos suspeitos de terem origem em furtos ou roubos e documentos associados ao tráfico.
Entretanto, cinco dos 15 arguidos ficaram em prisão preventiva, por decisão judicial tomada esta segunda-feira. Os restantes foram libertados, sujeitos a apresentações periódicas às autoridades ou, num caso, apenas a Termo de Identidade e Residência.