Última hora

Livre acusa executivo da Câmara de Vila do Conde de “impreparação” após inundações no concelho

19 Novembro 2025
Livre acusa executivo da Câmara de Vila do Conde de “impreparação” após inundações no concelho
Política
0

O Livre do Porto acusou o executivo da Câmara Municipal de Vila de Conde de “impreparação”, após a passagem da tempestade Cláudia ter provocado várias inundações e consequentes estragos no concelho.
Em comunicado, o Grupo de Coordenação Local do Núcleo do Porto do Livre recusou aceitar que, após este tipo de eventos climáticos, “a resposta se limite a contabilizar prejuízos e a persistir com as mesmas estratégias e procedimentos” e afirmou ser importante “mitigar os impactos” através do “mapeamento de locais mais suscetíveis e reforço dos meios adequados para a Proteção Civil, mas também pela reabilitação e manutenção de ecossistemas, habitats e infraestruturas verdes”.
“É urgente dotar os nossos municípios de alternativas para absorver os excessos de pluviosidade, implementando Soluções Baseadas na Natureza e Sistemas Urbanos de Drenagem Sustentável (tais como “jardins de chuva” ou pavimentos permeáveis), na revisão do Plano Diretor Municipal e em todas as novas urbanizações”, defendeu o partido.
Após expressar a sua “profunda solidariedade para com as populações fustigadas” pela tempestade Cláudia, que teve um grande impacto na freguesia de Modivas, em Vila do Conde, o partido acusou o executivo municipal de “impreparação”.
“Constatamos que a impreparação, notada pelo executivo Vilacondense, não teve expressão apenas na Ribeira da Lage (Modivas), tendo-se verificado também na falha de planeamento e descoordenação entre a Câmara Municipal e a Infraestruturas de Portugal (IP), que pôs em risco a ponte D. Zameiro”, acrescentou o partido Livre.
Esta semana, foi noticiado que a autarquia revelou que o rio Ave está coberto por um manto verde de jacintos-de-água que prejudica a sobrevivência de muitas espécies e coloca em risco esta ponte centenária.
Para o partido, estas ocorrências, embora potenciadas pelas alterações climáticas, “são também falhas políticas” e exigem “melhor articulação futura entre as entidades para proteger o património municipal e evitar gastos desnecessários para corrigir procedimentos desadequados”.