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Previsões do FMI dizem que China vai escapar à recessão e deverá crescer 1,2% em 2020

15 Abril 2020
Previsões do FMI dizem que China vai escapar à recessão e deverá crescer 1,2% em 2020
Economia
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A China, país de origem da pandemia de Covid-19 e que teve parte da sua atividade económica suspensa no primeiro trimestre do ano, deverá escapar à recessão em 2020, crescendo 1,2%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Depois de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,1% em 2019, em 2020 o país deverá registar um crescimento de 1,2% e de 9,2% em 2021, de acordo com as Perspetivas Económicas Mundiais divulgadas.
A China sentiu os efeitos da Covid-19 no primeiro trimestre do ano, sobretudo na província de Hubei (centro), onde se originou o surto, na cidade de Wuhan, obrigando ao encerramento parcial da sua atividade económica.
Segundo números do FMI, a taxa de inflação não deverá sofrer grandes alterações, já que dos 2,9% registados em 2019 passa para 3,0% este ano e 2,6% em 2021.
A nível de desemprego, a taxa deverá subir dos 3,6% registados em 2019 para os 4,3% em 2020, descendo posteriormente para os 3,8% em 2021.
O FMI prevê que a economia mundial tenha uma recessão de 3% em 2020, fruto do apelidado “Grande Confinamento” devido à pandemia de Covid-19, de acordo com as Perspetivas Económicas Mundiais divulgadas.
A China registou 89 casos de infeção pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, incluindo três de contágio local na província de Guangdong, adjacente a Macau, informou a Comissão de Saúde do país.
Até às 00:00 de terça feira (17:00 de segunda feira em Lisboa), as autoridades chinesas não registaram novas mortes devido à Covid-19, o terceiro dia desde o início da epidemia, em dezembro passado, sem vítimas mortais.
Todos os três casos de contágio local foram diagnosticados na província de Guangdong, adjacente a Macau, no sudeste do país. Os restantes 86 casos são importados do exterior.
O número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 82.295, entre os quais 3.342 pessoas morreram e, até ao momento, 77.816 pessoas tiveram alta, segundo a Comissão de Saúde chinesa.