A Áurea deveria ser uma criança de 11 meses igual a tantas outras, mas não é. Com apenas 3 meses de vida, Áurea foi diagnosticada com uma leucemia linfoblástica aguda. A bebé da Póvoa de Varzim fez 11 meses a 7 de outubro e o melhor presente teria sido um transplante de medula.
Entretanto, a pequena Áurea recebeu uma notícia que trouxe uma nova esperança à família. Depois de ter sido submetida a um tratamento com células CAR-T, o mielograma revelou 0% de doença, um resultado positivo e que representa uma importante vitória na luta contra a leucemia linfoblástica aguda.
Apesar da evolução favorável, a batalha ainda não terminou. A bebé continua a precisar de um transplante de medula óssea, considerado uma etapa fundamental para a sua recuperação.
A família partilhou a boa notícia através da página de Facebook, onde não escondeu a emoção e o alívio perante os resultados. Ainda assim, apelou à continuidade do apoio e à sensibilização para a dádiva de medula óssea, uma vez que o transplante continua a ser necessário.
Mais recentemente, a família anunciou uma nova etapa no tratamento da menina. Depois do acompanhamento no IPO do Porto e no IPO de Lisboa, Áurea vai viajar para Barcelona, no próximo dia 2 de novembro, para continuar o tratamento no Hospital Universitari Vall d’Hebron, uma unidade especializada em oncologia pediátrica.
A mudança para Espanha representa um novo desafio para a família, que admite não saber ao certo o que esperar desta fase, mas garante que continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance pela recuperação da menina.
Apesar da distância, os familiares deixam um agradecimento a todos os que têm acompanhado a história de Áurea e continuam a pedir mensagens de força, carinho e apoio. A campanha de sensibilização para a dádiva de medula óssea mantém-se, na esperança de encontrar um dador compatível e permitir que a pequena guerreira ultrapasse mais esta etapa.
As pessoas interessadas em ajudar a pequena Áurea, podem registar-se como dadores de medula óssea através do Instituto Português do Sangue e da Transfusão (IPST), “ter entre os 18 e os 35 anos, ser saudável, nunca ter recebido transfusões de sangue e ter residência em Portugal”, para depois se deslocarem a um centro de colheita para aferir a compatibilidade.