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Homem reanimado depois de retirado do mar inconsciente em praia da Póvoa de Varzim

27 Outubro 2026
Homem reanimado depois de retirado do mar inconsciente em praia da Póvoa de Varzim
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Um homem foi retirado inconsciente do mar, na tarde desta segunda-feira, na praia dos Beijinhos, na frente urbana da Póvoa de Varzim, tendo sido reanimado no areal pelos meios de socorro e posteriormente transportado para o hospital.
O alerta para a ocorrência, relacionada com um afogamento, foi dado cerca das 15 horas. A situação verificou-se numa zona rochosa, com visibilidade reduzida, que dificultou a perceção do que se estava a passar.
À chegada dos elementos do Serviço de Assistência a Banhistas (SAAB) da Póvoa de Varzim, a vítima já tinha sido retirada da água por um banhista. O homem encontrava-se inconsciente e em paragem cardiorrespiratória.
No local estava também um médico, que prestou auxílio, tendo sido iniciadas de imediato manobras de Suporte Básico de Vida. A intervenção foi reforçada pouco depois pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim.
Após a estabilização da vítima, o homem foi retirado do areal e transportado numa ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) para uma unidade hospitalar.
A operação de socorro mobilizou elementos do SAAB da Póvoa de Varzim, Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, SIV, Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), Proteção Civil Municipal e Polícia Marítima.
As correntes marítimas poderão estar na origem do incidente, ocorrido durante a maré vazante. O caso volta a chamar a atenção para os riscos associados ao mar, em particular nas zonas rochosas, onde as correntes e as condições de visibilidade podem dificultar a avaliação dos perigos.
Portugal registou 92 mortes por afogamento entre janeiro e julho de 2026, o valor mais elevado dos últimos dez anos para o mesmo período e um aumento de 15% face a 2025, quando foram contabilizados 80 óbitos. Mais de dois terços das mortes ocorreram em rios e no mar.
Em 2024, morreram 121 pessoas por afogamento em Portugal continental, contra 155 no ano anterior. Segundo o relatório nacional, 97,5% das vítimas perderam a vida em locais sem vigilância de nadadores-salvadores. A maioria das vítimas era do sexo masculino (76,9%), sendo o mar e os rios os principais cenários destas ocorrências.