Um homem foi retirado inconsciente do mar, na tarde desta segunda-feira, na praia dos Beijinhos, na frente urbana da Póvoa de Varzim, tendo sido reanimado no areal pelos meios de socorro e posteriormente transportado para o hospital.
O alerta para a ocorrência, relacionada com um afogamento, foi dado cerca das 15 horas. A situação verificou-se numa zona rochosa, com visibilidade reduzida, que dificultou a perceção do que se estava a passar.
À chegada dos elementos do Serviço de Assistência a Banhistas (SAAB) da Póvoa de Varzim, a vítima já tinha sido retirada da água por um banhista. O homem encontrava-se inconsciente e em paragem cardiorrespiratória.
No local estava também um médico, que prestou auxílio, tendo sido iniciadas de imediato manobras de Suporte Básico de Vida. A intervenção foi reforçada pouco depois pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim.
Após a estabilização da vítima, o homem foi retirado do areal e transportado numa ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) para uma unidade hospitalar.
A operação de socorro mobilizou elementos do SAAB da Póvoa de Varzim, Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, SIV, Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), Proteção Civil Municipal e Polícia Marítima.
As correntes marítimas poderão estar na origem do incidente, ocorrido durante a maré vazante. O caso volta a chamar a atenção para os riscos associados ao mar, em particular nas zonas rochosas, onde as correntes e as condições de visibilidade podem dificultar a avaliação dos perigos.
Portugal registou 92 mortes por afogamento entre janeiro e julho de 2026, o valor mais elevado dos últimos dez anos para o mesmo período e um aumento de 15% face a 2025, quando foram contabilizados 80 óbitos. Mais de dois terços das mortes ocorreram em rios e no mar.
Em 2024, morreram 121 pessoas por afogamento em Portugal continental, contra 155 no ano anterior. Segundo o relatório nacional, 97,5% das vítimas perderam a vida em locais sem vigilância de nadadores-salvadores. A maioria das vítimas era do sexo masculino (76,9%), sendo o mar e os rios os principais cenários destas ocorrências.