O lago do Parque da Cidade da Póvoa de Varzim está há mais de um mês coberto por um manto verde de algas, que praticamente esconde a água e está a provocar a morte de peixes e plantas. Perante a degradação ambiental, o Bloco de Esquerda (BE) questionou o Ministério do Ambiente e Energia sobre as medidas previstas para recuperar o ecossistema.
O partido pretende saber se foram realizadas análises recentes à qualidade da água, que investigações estão em curso para identificar eventuais descargas poluentes e que medidas serão adotadas para travar a proliferação de algas.
O lago, alimentado por águas subterrâneas, duas linhas de água e pela precipitação, apresenta sinais recorrentes de eutrofização, fenómeno provocado pela acumulação excessiva de nutrientes, que favorece a formação de extensos blooms algais.
Para além do impacto paisagístico, esta situação pode comprometer o equilíbrio do ecossistema, reduzindo os níveis de oxigénio na água e ameaçando a sobrevivência de várias espécies. A presença de determinadas cianobactérias pode ainda representar riscos para a fauna e para a saúde pública, devido à eventual produção de toxinas.
Segundo o Bloco de Esquerda (BE), há relatos de utilizadores do parque sobre possíveis descargas poluentes nas linhas de água que abastecem o lago. A proximidade de campos agrícolas e explorações pecuárias poderá também contribuir para a acumulação de nutrientes.
O partido considera que a solução não pode passar apenas pela remoção periódica das algas, defendendo a identificação das causas da eutrofização, o controlo das fontes de poluição e uma estratégia de recuperação ecológica, que poderá incluir soluções de biorremediação.
O Bloco de Esquerda (BE) questiona ainda a fiscalização das atividades agrícolas e pecuárias na envolvente e pede esclarecimentos sobre as medidas que poderão ser implementadas em articulação com a Câmara Municipal para travar a eutrofização e recuperar o lago.