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Cidnay Vale do Ave arranca com 43 iniciativas e 55 artistas em Famalicão, Santo Tirso e Trofa

23 Julho 2026
Cidnay Vale do Ave arranca com 43 iniciativas e 55 artistas em Famalicão, Santo Tirso e Trofa
Cultura
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O Cidnay Vale do Ave, festival marcado para 10 a 26 de setembro, em Famalicão, Santo Tirso e Trofa, contará com 43 iniciativas, incluindo a estreia da Orquestra Festival do Vale do Ave.
Promovida pela FAMART Plataforma Artística, a 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave terá como tema “Futuro: Tempo Presente”, o concelho da Trofa como novidade e 55 artistas de 17 nacionalidades.
Entre as principais propostas da programação encontram-se as estreias nacionais de “Rothko Chapel”, de Morton Feldman (12 de setembro), uma colaboração entre o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave e o Coro da Casa da Música, e de “November”, de Dennis Johnson, “uma experiência artística singular” que decorrerá durante a noite, entre as 24:00 do dia 12 de setembro e as 7:00 do dia 13, em contexto museológico.
A organização destaca, ainda, as participações a solo do violetista britânico descrito pelo The Guardian e pela revista Gramophone como um “raro tipo de músico sem o qual é já impossível imaginar o panorama musical”, Timothy Ridout (13 de setembro), bem como de Lucie Horsch, flautista neerlandesa que se apresentará em vários momentos do festival, entre os quais o já emblemático “Acordar” (19 de setembro), um concerto ao nascer do sol, ao ar livre.
Os universos do jazz e da música klezmer marcam presença na programação, num concerto do João Barradas Trio com Jonathan Kreisberg (11 de setembro) e Festa Klezmer (18 de setembro).
“A programação inclui ainda uma seleção de reencontros inéditos, concebidos especificamente para esta edição do festival”, sendo destacado o concerto de abertura (10 de setembro), com a violetista chinesa Wenting Kang e o acordeonista português João Barradas que terão como missão conduzir o público através do universo musical da Catalunha e de Buenos Aires do século XX.
A 17 de setembro, Máté Szűcs (Hungria) e Isolda Crespi revisitam algumas as “pérolas” do repertório romântico para viola e piano.
A 19 de setembro, Lucie Horsch e o cravista francês Justin Taylor propõem um diálogo entre Herança e Reinvenção.
Já a 23 de setembro, o violoncelista sueco Torleif Thedéen junta-se a Mohamed Hiber (França), Raquel Areal Martínez (Espanha), Jano Lisboa (Portugal), Hayang Park (Coreia do Sul) e Alexander Warenberg (Países Baixos) para a interpretação das mais emblemáticas obras do repertório para sexteto de cordas.
A 6.ª edição do Festival culmina com a estreia absoluta da Orquestra Festival do Vale do Ave (25 e 26 de setembro), “um novo agrupamento musical constituído, para a ocasião, por 23 músicos, membros de algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, afirmando-se como um espaço de excelência artística, intercâmbio internacional e criação colaborativa”, descreve a organização.
“O Festival Cidnay Vale do Ave afirma definitivamente a sua identidade enquanto plataforma internacional de excelência musical, de descentralização cultural e de encontro entre artistas, comunidades e territórios. O tema da edição, ‘Futuro: Tempo Presente’ traduz a convicção de que o futuro se constrói através da cultura e das escolhas e decisões que tomamos hoje”, considera o diretor artístico do Festival Cidnay Vale do Ave.
Segundo João Álvares Abreu, violetista português, membro da Orquestra Filarmónica da Rádio dos Países Baixos, o grande objetivo deste festival é “provocar a reflexão coletiva sobre o papel da cultura enquanto motor de desenvolvimento humano e torná-la cada vez mais acessível e próxima das pessoas”.
Ao programa, soma-se a oferta formativa através da Academia do Vale do Ave, que disponibiliza ‘masterclasses’ em cinco disciplinas instrumentais e, no domínio da mediação cultural, o festival pretende reforçar a sua intervenção junto das comunidades através de oficinas musicais para crianças, famílias e seniores, visitas dançadas para crianças e pessoas com deficiência, conversas de sensibilização em contexto escolar, ensaios abertos, ‘soirées’ musicais e outras iniciativas de proximidade, promovendo o acesso democrático à cultura e a formação de novos públicos.
A 6.ª edição do Festival Cidnay Vale do Ave conta, entre outros mecenas e parceiros, com o apoio da Fundação “la Caixa” em colaboração com o Banco BPI, dos Municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, sendo a Casa das Artes de Famalicão parceira em coprodução em parte da programação.