Última hora

Fábrica Coindu de Vila Nova de Famalicão inicia despedimento coletivo de 48 trabalhadores

23 Junho 2026
Fábrica Coindu de Vila Nova de Famalicão inicia despedimento coletivo de 48 trabalhadores
Local
0

A Coindu, que produz componentes interiores para automóveis, deu início a um processo de despedimento coletivo de 48 trabalhadores, do setor do couro, adiantou a empresa, num comunicado.
O grupo, com sede em Vila Nova de Famalicão, conta atualmente com 743 colaboradores, tendo informado que “deu início a um processo de despedimento coletivo que abrangerá 48 colaboradores do setor do couro”.
A empresa referiu que o “mercado automóvel está a optar por novas configurações e materiais, como se evidencia nos modelos que serão lançados em 2027, onde o uso do couro será significativamente reduzido”.
Ainda que exista “a possibilidade de revitalização do setor”, indicou, essa renovação “não vai abranger o couro, devido à especificidade dos processos envolvidos”.
Por isso, defendeu a Coindu, “é necessário adaptar e reorganizar o modelo produtivo para acompanhar estas mudanças”.
A empresa referiu ainda que “esta medida, que afetará 48 colaboradores do setor do couro, foi comunicada esta terça-feira [hoje] às equipas, no contexto do diálogo aberto e transparente que a administração tem vindo a manter com a organização, colaboradores e demais ‘stakeholders’ ao longo de todo o processo de reestruturação a que a empresa tem sido sujeita”.
O grupo lembrou que os trabalhadores deste setor “já tinham sido alertados para esta possibilidade aquando da implementação do processo de ‘lay-off’, em maio”.
A Coindu lembrou que, nessa ocasião, “foi ressalvado que, com a conclusão dos projetos em curso, a empresa não dispunha, nem tinha perspetivados, projetos que permitissem assegurar a ocupação funcional da totalidade dos colaboradores a curto, médio ou longo prazo”. Foi assim, desde então, “sinalizado o risco de eliminação dos respetivos postos de trabalho”.
Segundo a empresa, “as projeções de volume de trabalho para o próximo ano apontam para a necessidade de uma força de trabalho composta por uma média de aproximadamente 700 colaboradores”.
O grupo assegurou que “procurou salvaguardar e manter o maior número de postos de trabalho possível, com vista a minimizar os efeitos deste processo na sua força de trabalho”, pretendendo ainda “reter o conhecimento e o ‘know-how’ específico da atividade do setor”.
A Coindu lembrou ainda o “contexto altamente desafiante para a indústria automóvel à escala europeia”, tendo em conta a imposição de tarifas alfandegárias pelos EUA, bem como o contexto geopolítico no Médio Oriente e a volatilidade dos preços dos combustíveis.
Além disso, destacou, “a concorrência de novas marcas oriundas do continente asiático, com custos de produção mais baixos, tem vindo a conquistar quotas relevantes de mercado”.
Em maio, a empresa anunciou que iria implementar um ‘lay-off’ de seis meses, de maio a novembro de 2026, que poderia abranger 493 trabalhadores.
A queda das encomendas no setor já tinha levado a empresa a avançar com dois despedimentos coletivos no ano passado.