A estrutura local do Chega em Vila do Conde enfrenta uma fase de instabilidade após a desvinculação da deputada municipal Rita Fonseca e da militante Sílvia Gonçalves.
Rita Fonseca surpreendeu a concelhia ao anunciar a sua saída através das redes sociais, embora tenha assegurado que manterá a militância e os seus mandatos na Assembleia Municipal e de Freguesia.
Quase em simultâneo, Sílvia Gonçalves também abandonou a estrutura concelhia do Chega de Vila do Conde, justificando a saída com críticas ao ambiente interno, mencionando “joguinhos, vinganças, “camas feitas”, facadas nas costas, falsidades, mentiras”, apesar de também reafirmar o apoio à direção nacional.
Rita Fonseca justificou a decisão com a necessidade de exercer a política de forma “livre, transparente e de consciência tranquila”, mantendo a lealdade a André Ventura.
“Pelo presente, comunico a todos os militantes e simpatizantes que, sou orgulhosamente autarca da Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Vila do Conde, eleita pelo Partido Chega.
Fui eleita nas listas do Partido que milito desde 2020, e assim continuarei até final do mandato, com muito orgulho.
Perante esta realidade, por respeito aos princípios e valores que sempre guiaram a minha atuação política, decidi desvincular-me da concelhia de Vila do Conde.
Quero, no entanto, deixar absolutamente claro que esta decisão não representa qualquer afastamento do partido Chega.
Continuo a ser militante do Chega com orgulho, plenamente identificada com os seus princípios, valores e projeto político, mantendo igualmente a minha total lealdade à liderança de André Ventura.
Fiel aos meus princípios e valores, sinto que a partir de agora poderei continuar a exercer a minha vida política de forma livre, transparente e de consciência tranquila, sempre guiada pelos valores em que acredito e pelo compromisso com aqueles que represento.
Mantenho-me, como sempre, disponível e com vontade para trabalhar em prol do meu Partido, da minha Direção Distrital, Direção Nacional, e acima de tudo, pelo meu Presidente André Ventura, sem qualquer ligação a estruturas concelhias”, tornou público nas redes sociais Rita Fonseca.
Sílvia Gonçalves afirmou, num longo comunicado, que continuará militante do Chega e fiel à liderança de André Ventura, mas criticou o ambiente interno da estrutura concelhia de Vila do Conde, referindo a existência de “joguinhos, vinganças, “camas feitas”, facadas nas costas, falsidades, mentiras e tentativas de denegrir o trabalho de quem realmente trabalha”.
Em resposta, a Comissão Política Concelhia do Chega de Vila do Conde lamentou a falta de comunicação prévia, sublinhando que o partido está acima de individualismos.