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António José Seguro vence Eleições Presidenciais e quer ser “Presidente de todos os Portugueses”

9 Fevereiro 2026
António José Seguro vence Eleições Presidenciais e quer ser “Presidente de todos os Portugueses”
Política
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Mais de 11 milhões de eleitores portugueses foram chamados, este domingo, a eleger o próximo Presidente da República, que vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.
“Serei um Presidente de todos, todos, todos os portugueses”, garantiu António José Seguro.
António José Seguro tornou-se este domingo no oitavo Presidente da República eleito na história da democracia em Portugal, sexto depois de aprovada a Constituição da República Portuguesa, em 1976, após uma vitória traduzida no maior número de votos alcançado por um candidato presidencial.
António José Seguro terminou a corrida presidencial com o dobro do resultado do seu adversário, o líder do partido Chega, André Ventura, e com uma força política reforçada pelo segundo melhor resultado percentual de sempre de um candidato às Eleições Presidenciais em Portugal.
Em 11 eleições para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, esta foi a segunda vez que a eleição do chefe de Estado se decidiu numa segunda volta, depois de, em 1986, os portugueses terem de ir a um segundo sufrágio e decidir entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares.
Com 66,8 por cento dos votos, António José Seguro ultrapassou Mário Soares e é o presidente com maior número de votos de sempre.
A tomada de posse de António José Seguro como sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no cargo de Presidente da República Portuguesa está agendada para 9 de março.
A vitória do “socialista” e “moderado” António José Seguro sobre o “populista” de “extrema-direita” André Ventura nas Eleições Presidenciais de Portugal está em destaque na imprensa europeia, com alguns meios de comunicação social do outro lado do Atlântico também a darem destaque ao assunto.
“O socialista António José Seguro derrota nas presidenciais o populista André Ventura. Os portugueses elegeram um moderado, que estava há mais de uma década fora da política, para substituir Marcelo Rebelo de Sousa”, escreve o El País.
O diário francês, que chama candidato da “extrema-direita” a André Ventura, recorda que o recém-eleito chefe de Estado assegurou “o apoio de numerosas personalidades políticas da extrema-esquerda, do centro e mesmo da direita, mas não do Primeiro-ministro, Luís Montenegro”.
Já o The Guardian refere que “o moderado socialista derrotou o populista de extrema-direita André Ventura”.
O Globo repete a ideia dos jornais europeus, optando pelo título “Socialista António Seguro derrota candidato da extrema-direita”.
O Folha de São Paulo, jornal diário brasileiro, refere que o “candidato de esquerda vence ultradireita e será o próximo Presidente de Portugal”. O jornal destaca que os portugueses estão habituados a governos “moderados de direita e esquerda”.
“Apesar de uma vitória decisiva de António José Seguro, a presença de um nacionalista na segunda volta mostrou que Portugal não está imune à crescente maré da extrema-direita na Europa”, vinca o New York Times.
O meio de comunicação social norte-americano escreve que a chegada de André Ventura à segunda volta “alarmou o sistema [político] europeu”.
“Sugeriu que Portugal, outrora considerado um dos últimos redutos do continente contra o nacionalismo de linha dura, já não está imune à onda populista”, destaca o “New York Times.