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Câmara de Matosinhos diz que árvores abatidas foram compensadas com plantação de outras 265

21 Janeiro 2026
Câmara de Matosinhos diz que árvores abatidas foram compensadas com plantação de outras 265
Política
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A compensação pelo abate de 148 árvores decorrente das obras do metrobus em Matosinhos será a plantação, e não a transferência, de 265 árvores, revelou a presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro.
O esclarecimento surgiu durante a reunião de câmara, no período antes da ordem do dia, após as dúvidas levantadas pelos vereadores António Parada, do Chega, e Bruno Pereira, do PSD, que criticaram também o abate.
António Parada afirmou que Luísa Salgueiro “disse que não haveria abate, mas sim mudança de local das obras”, e referiu que “não era isso que estava a acontecer”, terminando o tema a perguntar se “existe estudo de impacto ambiental e de mobilidade” nas obras do metrobus (serviço em que um autocarro circula num canal segregado do restante tráfego, com prioridade nos semáforos, num percursos com estações).
O vereador social-democrata, por seu lado, reconheceu que o projeto prevê compensações pelo abate, mas quis saber a quantidade em causa, sugerindo à presidente (do PS) que “as centenárias e as de maior porte não sejam abatidas, mas transportadas para os locais de compensação”.
Na resposta, Luísa Salgueiro esclareceu que o previsto no projeto “é o abate de 148 árvores” e que a compensação surgirá “com a plantação de 265 árvores”.
“A substituição vai acontecer”, acrescentou a autarca matosinhense.
Num comunicado enviado pelo Chega de Matosinhos após a reunião, os vereadores exigem a paragem imediata do abate das árvores associado ao metrobus, situação que não colocaram no debate sobre o assunto que precedeu a discussão e votação da ordem de trabalhos.
No documento, os vereadores António Parada e Sérgio Meira discordam de que o metrobus “vá resolver os problemas de circulação do concelho”, no distrito do Porto, frisando que “nenhuma obra pode avançar à custa da destruição do património arbóreo urbano, sem transparência e sem garantias efetivas de fiscalização e responsabilização, com medidas de minimização sérias e verificáveis”.
“As árvores são essenciais para a qualidade de vida urbana e a sua perda tem impacto direto no conforto térmico, na qualidade do ar e na vivência do espaço público”, lê-se ainda no comunicado.