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Chega diz que democracia transformou “corrupção fechada numa corrupção aberta”

25 Abril 2025
Chega diz que democracia transformou “corrupção fechada numa corrupção aberta”
Política
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O presidente do Chega defendeu hoje que a democracia transformou a “corrupção fechada” em “corrupção aberta”, alegando que os portugueses “sabem e sentem que têm uma classe política corrupta ou corrompida, capaz de vender os seus interesses”.
Na sessão solene comemorativa do 51.º aniversário do 25 de Abril de 1974 e do 50.º aniversário da eleição da Assembleia Constituinte, o presidente do Chega, André Ventura, defendeu que, embora o Governo tenha prometido “combater a corrupção”, a perceção desse crime aumentou e que os portugueses não confiam nos seus governantes.
“Tornámo-nos um País em que os portugueses sabem e sentem que têm uma classe política corrupta ou corrompida, capaz de vender os seus interesses de decisão do País por interesses que são de terceiros. E era isto o que Abril deveria ter resolvido. Porque se é verdade, como dizia o deputado António Filipe, que foram anos e anos de corrupção, o que dizer dos 50 que lhes seguiram? Que a uma corrupção fechada transformou numa corrupção aberta”, atirou André Ventura.
O líder do Chega acrescentou que a uma “corrupção sem impunidade” seguiu-se uma “em que os condenados e os criminosos andam livremente pelo País a gozar com o dinheiro e a gozar com aquilo que fizeram”.
André Ventura começou o seu discurso por lembrar Celeste Caeiro, alegando que a mulher que distribuiu os cravos pelos militares “morreu abandonada na urgência de um hospital à espera de ser atendida”.
“Antes de celebrarmos o que é vazio, o que não interessa a ninguém, devíamos recordar olhos nos olhos aquela mulher e perceber que depois de tanto cravo, depois de tanta festa, morre sozinha numa urgência que não lhe deu resposta, num País que não lhe deu resposta”, criticou o líder do Chega.
Para André Ventura, Celeste Caeiro é o “exemplo das Celestes do País inteiro” que “morrem nas urgências”, enquanto “chegam a um posto dos correios e veem tudo a sacar subsídios menos eles e os seus filhos”.
O líder do Chega abordou ainda as críticas às forças de segurança para lembrar o assassinato de um jovem em Braga, acrescentando que, quando um caso como esse acontece, “ninguém mexe uma palha neste País para o defender”.
Sobre imigração, André Ventura alegou que a chegada de migrantes está relacionada com o aumento do número de mulheres violadas, assediadas ou de crimes contra crianças, prometendo combate a esse tipo de práticas.
“Nós não aceitamos que outros venham para aqui ‘objetificar’ as nossas mulheres, dizer-lhes o que elas têm de vestir ou como é que elas não têm que se vestir”, acrescentou o líder do Chega.
André Ventura lembrou também os retornados das antigas colónias, bem como os combatentes portugueses da guerra colonial, acrescentando que, enquanto o Chega estiver no parlamento, o País “nunca pagará um cêntimo de indemnização a nenhuma antiga colónia deste País”.
No fim, André Ventura citou Salgueiro Maia para dizer que o “25 de Abril não se celebra, o 25 de Abril cumpre-se”, afirmando que o Chega é que irá cumprir o propósito da revolução.
Durante o discurso, algumas dezenas de pessoas nas galerias juntaram-se à bancada do Chega nos aplausos de pé às palavras de André Ventura.