Os meteorologistas americanos chamam-lhe ‘Helix Cloud’ ou ‘Fusilli Cloud’, mas parece não existir um nome no glossário português de meteorologia para este tipo de nuvem rara.
O Weather Channel, conhecido pelas reportagens sobre meteorologia, diz que a ‘Helix Cloud’ ou ‘Fusilli Cloud’ é mesmo ultra rara.
E, no dia de Natal, foi vista no céu da freguesia de Vila Chã, em Vila do Conde.
Segundo a estação de televisão norte-americana Weather Channel, a ‘Helix Cloud’ ou ‘Fusilli Cloud’ forma-se quando existe um traço de nuvem, muitas vezes até provocado pelo rasto de um avião que passa num local onde existem mudanças simultâneas da direção do vento, que, quando no sentido certo, fazem com que um traço de nuvem se transforme numa espiral horizontal.
A ‘Helix Cloud’ ou ‘Fusilli Cloud’ é pouco usual e na internet existem apenas muito poucos registos.
Vila Chã tem sido palco de fenómenos raros. No passado, foi possível ver a bioluminescência da Noctiluca Scintillans, em 2020, 2021, 2022 e 2023, também na praia de Vila Chã, em Vila do Conde.
As ondas do mar da praia da freguesia de Vila Chã, em Vila do Conde, ganharam bioluminescência em algumas noites dos verões de 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024, num fenómeno provocado por algas, conhecido por Maré Bioluminescente, Maré Vermelha ou Maré Luciferina.
De acordo com a Ciência, o mar ganha bioluminescência na sequência de uma reação química associada a uma alga, a Noctiluca Scintillans, um dinoflagelado que emite uma luz azul, numa espécie de mecanismo de autodefesa.
Este fenómeno resulta do contacto de águas quentes e salinas com águas frias com microorganismos, gerando uma concentração invulgar de espécies, não tóxicas, como a Noctiluca Scintillans.
A elevada concentração da espécie Noctiluca Scintillans tem a capacidade de produzir substâncias que tornam as ondas bioluminescentes, fenómeno particularmente visível durante a noite aquando a sua rebentação.
De dia, o aglomerado destes microorganismos numa zona da água do mar ganha uma tonalidade castanho-avermelhada, dando origem ao nome Maré Vermelha, que pode ser confundido com poluição.
À noite, quando perturbada por ondas ou correntes, a Noctiluca Scintillans ganha bioluminescência, libertando uma fonte de luz que ilumina a água, num efeito luciferino, que os cientistas acreditam que serve para afugentar predadores, daí o nome de Maré Bioluminescente ou Maré Luciferina.