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Hospital da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde pôs 7.000 utentes em autocuidado em seis meses

17 Janeiro 2024
Hospital da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde pôs 7.000 utentes em autocuidado em seis meses
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O Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde deu hoje início à segunda fase do projeto-piloto “Ligue Antes, Salve Vidas”, que pretende restringir o atendimento a doentes com pouca gravidade no Serviço de Urgências.
A unidade de saúde começou a implementar o projeto em maio do ano passado, com o intuito de que os utentes, antes de se dirigirem às Urgências, entrassem em contacto com a linha SNS24 para um encaminhamento mais eficaz.
Segundo dados fornecidos pela unidade, no último semestre (durante a 1.ª fase do projeto) registaram-se cerca de 50.000 chamadas para linha SNS24 provenientes da área geográfica da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.
Através dessas chamadas, e por indicação do SNS24, cerca de 7.000 utentes ficaram em autocuidado e 17.500 consultas foram agendadas nos cuidados de saúde primários da região.
Estima-se, assim, que, nesta primeira fase, a medida tenha retirado cerca 24.500 utentes não emergentes do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.
Agora, nesta segunda fase do “Liga Antes, Salve Vidas”, e segundo decreto-lei, o atendimento no Serviço de Urgência neste Centro Hospitalar terá sempre de ser referido por vias institucionais como a linha SNS24, CODU/INEM, unidades de cuidados de saúde primários, médicos ou outras instituições de saúde.
A portaria salvaguarda, no entanto, que todos os utentes que se desloquem por iniciativa própria ao Serviço de Urgência terão direito a serem inscritos e passarem pelo protocolo de triagem.
No entanto, se após essa triagem forem categorizados com pulseira verde e azul não receberão tratamento na Urgência e serão encaminhados para as unidades de cuidados de saúde primários (centros de saúde), com uma consulta marcada para o próprio dia ou para o seguinte.
A medida estabelece algumas exceções, expondo como obrigatória a avaliação, sem prévia referenciação, a utentes de idade superior ou igual a 70 anos, utentes acamados ou em cadeira de rodas sem possibilidade de mobilização por meios próprios, utentes vítimas de trauma ou de situações agudas, do foro psiquiátrico ou obstétricas, utentes acompanhados por forças de segurança e utentes com indicação de perícia médico-legal.
Também ficam dispensados de qualquer referenciação casos de agressão, doenças sexualmente transmissíveis, embriaguez, exposição a químicos, feridas, gravidez, quedas, queimaduras, sobredosagem e envenenamento, traumatismos cranioencefálicos, convulsões ou com doenças oncológicas ativas, renais e arteriais.
O Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde considerou que esta segunda fase do projeto irá consolidar-se “com o princípio estruturante que o doente terá sempre a melhor resposta, adequada à respetiva situação clínica, em tempo útil e no contexto dos vários níveis de cuidados”.
“É importante reforçar a ideia de que este projeto visa melhorar a resposta de saúde às necessidades dos utentes em situação de doença aguda, sendo esta resposta mais efetiva, segura, atempada e adequada a cada situação”, acrescentou Gaspar Pais.
Segundo dados fornecidos pela unidade, no último semestre (durante a 1.ª fase do projeto) registaram-se cerca de 50.000 chamadas para linha SNS24 provenientes da área geográfica da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.
Através dessas chamadas, e por indicação do SNS24, cerca de 7.000 utentes ficaram em autocuidado e 17.500 consultas foram agendadas nos cuidados de saúde primários da região.
Estima-se, assim, que, nesta primeira fase, a medida tenha retirado cerca 24.500 utentes não emergentes do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.