A Câmara de Vila do Conde, no distrito do Porto, iniciou hoje a construção do novo Centro Escolar de Guilhabreu, num investimento de 4,9 milhões de euros, que vai concentrar num único espaço a comunidade escolar da freguesia.
A cerimónia de colocação da primeira pedra marcou esta tarde o arranque da empreitada, que vai durar 24 meses e que vai versar sobre a requalificação e ampliação da Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia, com cofinanciamento da comunidade europeia, através do programa Portugal 2030.
O futuro centro escolar vai reunir as crianças que atualmente frequentam a Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia, a Escola Básica de Parada e o Jardim de Infância de São Lázaro, nos níveis da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico.
A empreitada contempla a requalificação e modernização da atual Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia, incluindo a retirada das construções pré-fabricadas existentes e a construção de um novo edifício ligado ao atual.
O novo espaço terá duas salas destinadas à educação pré-escolar e quatro salas de aula para o 1.º ciclo, além de espaços para professores e pessoal não docente, atendimento, prolongamento de horário e atividades polivalentes, bem como cozinha e refeitório.
A intervenção inclui ainda melhorias ao nível da eficiência energética, conforto e acessibilidade, nomeadamente soluções para ultrapassar a diferença de cerca de quatro metros entre o arruamento e o atual edifício escolar.
A aquisição de um terreno adjacente permitirá também ampliar e reorganizar o espaço exterior, com novas zonas de recreio, equipamentos lúdico-desportivos e uma área de recreio coberta.
De acordo com a Câmara Municipal de Vila do Conde, a atual dispersão por três estabelecimentos “dificulta a articulação entre níveis e anos de escolaridade e a racionalização de recursos”, a que se juntam necessidades de intervenção nas condições das infraestruturas, segurança, acessibilidade e conforto.
A autarquia considera a operação “estruturante para o reordenamento da rede educativa municipal”, defendendo que contribuirá para uma cobertura “mais coesa e equilibrada do território” e para a racionalização e qualificação da rede escolar.