O pavilhão da CIMAR, histórica empresa de Vila do Conde dedicada ao fabrico de carroçarias, reboques e semirreboques, foi colocado em leilão no âmbito de um processo de execução em que o fundador da empresa, Manuel Alves da Silva, surge como executado.
O imóvel, situado na Rua Cangas, na freguesia de Árvore, possui uma área coberta de 4.048 metros quadrados, implantada num terreno com 7.727 metros quadrados. O leilão decorre até ao dia 8 de setembro, tendo um valor base de 3,249 milhões de euros, um valor mínimo de venda de 2,761 milhões de euros e um valor de abertura fixado em 1,624 milhões de euros.
Fundada em 1977, a CIMAR tornou-se, de acordo com a informação disponível no seu sítio oficial, numa das empresas portuguesas de referência na produção de equipamentos para o transporte rodoviário e para a movimentação de inertes, exportando os seus produtos para vários mercados internacionais.
A venda do imóvel decorre no âmbito do processo executivo n.º 4403/24.7T8PRT, que corre termos no Juízo de Execução do Porto, sendo o leilão realizado através da plataforma de vendas eletrónicas da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução.
Dado as informações vindas a público de uma hipotética insolvência da empresa, a CIMAR esclareceu a situação, através das suas redes sociais.
“A CIMAR vem por este meio esclarecer os seus clientes, fornecedores, parceiros e amigos relativamente às notícias e informações falsas que têm circulado nas últimas semanas.
Tem sido associada à empresa uma alegada situação de insolvência, o que não corresponde à verdade.
A CIMAR não se encontra em processo de insolvência, não tem qualquer processo dessa natureza contra si e continua a desenvolver a sua atividade com total normalidade, cumprindo os seus compromissos e prestando os seus serviços como sempre fez.
A venda em leilão das instalações da empresa resulta de um processo de execução relacionado com a situação pessoal do fundador da empresa, Sr. Manuel Silva, cuja resolução se encontra em fase de conclusão, prevendo-se a liquidação da situação muito em breve. Este processo não coloca em causa a continuidade da atividade da CIMAR.
Relativamente à situação pessoal do fundador, a posição do Sr. Manuel Silva é a de que foi vítima de uma atuação irregular envolvendo um advogado e um administrador judicial, da qual resultaram responsabilidades fiscais que estão a ser contestadas pelos meios legais adequados.
Ao longo da sua história, a CIMAR construiu uma reputação assente na seriedade, no profissionalismo e na confiança dos seus clientes. É uma empresa sólida, financeiramente estável e preparada para continuar a crescer e a servir os seus clientes durante muitos e longos anos.
Agradecemos a confiança de todos os que continuam a acreditar no nosso trabalho e apelamos para que não sejam dadas como verdadeiras informações falsas ou rumores que apenas contribuem para criar preocupação desnecessária.
Continuaremos, como sempre, focados naquilo que melhor sabemos fazer: trabalhar com dedicação, qualidade e compromisso”, tornou público a CIMAR nas redes sociais.