Três jovens, um homem de 25 anos e duas mulheres de 26, foram resgatados da água do mar, no domingo, entre as praias de Azurara e a do Campismo, em Árvore, em Vila do Conde, depois de terem sido arrastados por um agueiro, uma corrente de retorno.
O alerta foi dado por um nadador-salvador da Associação de Nadadores-Salvadores Os Golfinhos, que patrulhava a zona numa viatura 4×4. Ao avistar os três banhistas em dificuldades, o nadador-salvador acionou de imediato os meios de emergência.
Com o apoio do nadador-salvador do Parque de Campismo de Árvore e de um outro que se encontrava numa mota 4×4, foi possível resgatar as três vítimas e levá-las para terra, com vida.
Já em segurança, os jovens foram avaliados por um enfermeiro da equipa de salvamento, não tendo sido necessário o seu transporte para o hospital.
Um agueiro é um fenómeno responsável “por 80% das mortes por afogamento” em águas de mar.
Olga Marques, do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), explica que um agueiro é um “fenómeno natural identificado” que torna a “corrente marítima demasiado forte para lutar contra ela”, sendo por isso importante reconhecer a situação e evitá-la ou, caso contrário, “nadar ao longo da costa” e “flutuar e pedir ajuda”.
“O problema é que, num agueiro, mal as pessoas levantam os pés, são logo arrastadas. O perigo é maior para quem não sabe nadar porque, normalmente, a pessoa entra em pânico e esquece-se de pedir ajuda. O importante é flutuar e pedir ajuda. Quanto a quem sabe nadar, a tendência das pessoas é nadar contra a corrente, o que é impossível num agueiro e a pessoa acaba por perder as forças”, descreveu a subtenente do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).