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Três jovens arrastados por agueiro na Praia da Azurara em Vila do Conde salvos do mar com vida

11 Agosto 2025
Três jovens arrastados por agueiro na Praia da Azurara em Vila do Conde salvos do mar com vida
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Três jovens, um homem de 25 anos e duas mulheres de 26, foram resgatados da água do mar, no domingo, entre as praias de Azurara e a do Campismo, em Árvore, em Vila do Conde, depois de terem sido arrastados por um agueiro, uma corrente de retorno.
O alerta foi dado por um nadador-salvador da Associação de Nadadores-Salvadores Os Golfinhos, que patrulhava a zona numa viatura 4×4. Ao avistar os três banhistas em dificuldades, o nadador-salvador acionou de imediato os meios de emergência.
Com o apoio do nadador-salvador do Parque de Campismo de Árvore e de um outro que se encontrava numa mota 4×4, foi possível resgatar as três vítimas e levá-las para terra, com vida.
Já em segurança, os jovens foram avaliados por um enfermeiro da equipa de salvamento, não tendo sido necessário o seu transporte para o hospital.
Um agueiro é um fenómeno responsável “por 80% das mortes por afogamento” em águas de mar.
Olga Marques, do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), explica que um agueiro é um “fenómeno natural identificado” que torna a “corrente marítima demasiado forte para lutar contra ela”, sendo por isso importante reconhecer a situação e evitá-la ou, caso contrário, “nadar ao longo da costa” e “flutuar e pedir ajuda”.
“O problema é que, num agueiro, mal as pessoas levantam os pés, são logo arrastadas. O perigo é maior para quem não sabe nadar porque, normalmente, a pessoa entra em pânico e esquece-se de pedir ajuda. O importante é flutuar e pedir ajuda. Quanto a quem sabe nadar, a tendência das pessoas é nadar contra a corrente, o que é impossível num agueiro e a pessoa acaba por perder as forças”, descreveu a subtenente do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).