Um homem, de 80 anos, morreu esta terça-feira atropelado pelo próprio carro, na vila de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, indicou a Proteção Civil.
Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Ave disse à que a vítima estaria a tentar empurrar a viatura, tendo acabado “esmagado” pelo próprio veículo que embateu num outro automóvel que estava estacionado naquela zona.
O alerta foi dado pelas 15:35 e o óbito foi declarado no local.
Para a rua da Liberdade, em Joane, Vila Nova de Famalicão, foram mobilizados os Bombeiros, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e militares da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Em Portugal, os acidentes representam uma das principais causas de mortalidade e morbilidade entre a população idosa, com especial incidência nos sinistros rodoviários e nas quedas.
No âmbito da sinistralidade rodoviária, as estatísticas apontam que cerca de um terço (entre 30% a 33%) de todas as vítimas mortais nas estradas portuguesas são pessoas com 65 ou mais anos. Este grupo etário é particularmente vulnerável enquanto peão, registando a taxa mais elevada de mortes por atropelamento em vias públicas. Esta realidade nacional reflete uma tendência preocupante também identificada a nível europeu pela Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), que indica que mais de 25% das fatalidades no trânsito na Europa envolvem idosos, sendo que metade dessas vítimas são peões ou ciclistas.
Para além do trânsito, o ambiente doméstico e a via pública escondem outro perigo crítico: as quedas. As quedas constituem a principal causa de morte acidental neste grupo etário em Portugal. Anualmente, o sistema de vigilância EVITA regista dezenas de milhares de episódios de urgência hospitalar decorrentes de quedas de idosos, muitas das quais resultam em lesões graves ou na perda definitiva de autonomia.