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Vison-americano avistado junto à margem do rio Ave na freguesia de Touguinha em Vila do Conde

5 Agosto 2026
Vison-americano avistado junto à margem do rio Ave na freguesia de Touguinha em Vila do Conde
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Um vison-americano foi avistado junto à margem norte do rio Ave, na freguesia de Touguinha, em Vila do Conde, perto dos armazéns da Câmara Municipal.
O vison-americano é uma espécie exótica invasora em Portugal, que se crê introduzido em Portugal e na Galiza, no Norte de Espanha, nos anos 80.
O animal adaptou-se às zonas húmidas do Norte de Portugal e de Espanha, tendo sido avistado junto a rios e praias, mas pode causar desequilíbrios ecológicos na natureza.
De acordo com os biólogos espanhóis Vidal Figueroa e Delibes (1987), a sua introdução terá resultado da fuga de exemplares de uma exploração de criação de peles situada em Valença. Os primeiros animais em liberdade foram observados nas margens do rio Minho, junto à fronteira com a Galiza.
A indústria da produção de peles poderá ter estado na origem da introdução acidental, em Portugal, de uma espécie exótica invasora que representa uma ameaça para os ecossistemas marinhos e para a sobrevivência de várias espécies atualmente classificadas como ameaçadas.
Há mais de duas décadas que o vison-americano, nativo da América do Norte, se encontra em expansão em Portugal, sem que tenha sido implementado um controlo eficaz da sua dispersão.
O vison-americano é altamente valorizado mo mercado da moda e da alta-costura devido à qualidade da sua pele. A forte procura de casacos de vison por parte da indústria da moda impulsionou a sua introdução em vários países europeus, onde rapidamente se expandiu, sobretudo em Espanha, na Rússia e nos países bálticos. Atualmente, a sua disseminação constitui uma ameaça significativa para a fauna autóctone e para os ecossistemas aquáticos, podendo também comprometer a atividade piscatória nos próximos anos.
De hábitos semiaquáticos, o vison-americano adapta-se tanto a habitats de água doce como de água salgada.
Em Portugal, a sua presença já foi confirmada em diferentes regiões, incluindo o litoral do Grande Porto, o Parque Nacional da Peneda-Gerês e a região do Tua.
O vison-americano não considera os humanos como presa e raramente ataca pessoas, preferindo fugir ou esconder-se. No entanto, pode morder se for encurralado, manuseado ou se se sentir ameaçado para defender o seu território.