A Polícia Judiciária (PJ) deteve o presumível autor de um crime de incêndio florestal ocorrido no domingo na freguesia de Landim, concelho de Vila Nova de Famalicão, anunciou hoje aquela força.
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) refere que o incêndio terá sido iniciado através de chama direta, com recurso a um isqueiro.
“A investigação apurou que o suspeito terá ateado dois focos de incêndio num caminho de terra batida parcialmente invadido por vegetação espontânea, incidindo sobre a vegetação trepadeira que revestia o muro de contenção de um terreno agrícola”, acrescenta a Polícia Judiciária (PJ).
A polícia de investigação diz que o incêndio “não assumiu maiores proporções devido à rápida intervenção de um morador de uma habitação confinante, que conseguiu extinguir as chamas com recurso a uma mangueira de água, bem como pelo facto de a ignição ter ocorrido durante a manhã, quando as condições meteorológicas eram ainda menos gravosas do que as habitualmente verificadas durante o período da tarde”.
O suspeito terá atuado “de forma deliberada e por motivos manifestamente fúteis, conhecendo o caráter ilícito da sua conduta e o elevado risco de propagação de um incêndio suscetível de colocar em perigo a floresta, pessoas e bens”.
O detido, de 54 anos e “com residência errática e em situação de indigência”, vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
“As medidas de coação previstas na lei são: termo de identidade e residência; caução; obrigação de apresentação periódica; suspensão do exercício de funções, de profissão e de direitos; proibição de permanência, de ausência e contactos; obrigação de permanência na habitação e prisão preventiva.
Com exceção do termo de identidade e residência, as medidas de coação só podem ser aplicadas por um juiz”, pode ler-se no sítio da Internet do Ministério Público.
Na detenção, a Polícia Judiciária (PJ) contou com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR).