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Mulher recupera de paragem cardiorrespiratória junto ao mar da praia de Árvore em Vila do Conde

16 Agosto 2026
Mulher recupera de paragem cardiorrespiratória junto ao mar da praia de Árvore em Vila do Conde
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Uma mulher de 31 anos sofreu, na tarde deste domingo, uma paragem cardiorrespiratória na Praia do Parque de Campismo, em Árvore, Vila do Conde. A rápida intervenção dos meios de socorro permitiu recuperar os sinais vitais da mulher antes do transporte para o hospital.
O alerta foi dado por volta das 16:30H, após a mulher ter perdido os sentidos junto à linha de água. Um nadador-salvador retirou-a para uma zona segura e iniciou de imediato manobras de Suporte Básico de Vida.
Pouco depois, a equipa de Salvamento Diferenciado da Associação Os Golfinhos assumiu a ocorrência. O Desfibrilhador Automático Externo (DAE) identificou um ritmo passível de choque e foi administrada uma descarga, enquanto prosseguiam as manobras de reanimação. A vítima recuperou o pulso e os sinais vitais.
A mulher foi estabilizada no local e posteriormente acompanhada pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do Hospital Pedro Hispano, antes de ser transportada para uma unidade hospitalar.
A operação mobilizou cerca de 20 operacionais e nove viaturas, incluindo meios dos Bombeiros de Vila do Conde, INEM, Polícia Marítima, Estação Salva-Vidas da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, Projeto Seawatch e Associação Os Golfinhos.
Os dados nacionais mostram o problema dos afogamentos em Portugal no verão. Em 2025, morreram 142 pessoas por afogamento em Portugal continental, mais 17,4% do que no ano anterior. Em 2024, tinham sido registadas 121 mortes, uma redução significativa face às 155 vítimas contabilizadas em 2023.
Apesar da descida registada em 2024, o número de mortes voltou a aumentar em 2025, tornando esse ano o terceiro mais mortal da série iniciada em 2017 pelo Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).
Em 2024, 76,9% das vítimas eram homens. O mar foi o local de ocorrência de 41,3% das mortes, seguido dos rios, com 31,4%, e dos poços, com 9,9%. Um dos dados mais preocupantes é que 97,5% dos afogamentos ocorreram em locais sem vigilância por nadadores-salvadores.