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Cerca de 20 pessoas salvas do mar das praias de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim só num dia

10 Agosto 2026
Cerca de 20 pessoas salvas do mar das praias de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim só num dia
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Pelo menos 20 pessoas foram resgatadas este sábado do mar nas praias de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, numa tarde marcada por várias ocorrências relacionadas com agueiros e correntes marítimas.
Em Vila do Conde, foram registados incidentes nas praias de Azurara, Campismo e Árvore.
Na praia do Campismo, sete pessoas tiveram de ser retiradas da água devido ao cansaço. Outras tantas foram resgatadas depois de terem sido arrastadas por agueiros e correntes.
Na praia de Azurara, várias pessoas necessitaram de assistência, entre elas uma mulher de 52 anos e dois homens, de 22 e 26 anos. Já na praia de Árvore, um homem de 73 anos foi retirado do mar depois de ter sido detetado em dificuldades.
Também na Póvoa de Varzim foi registada uma ocorrência. Um jovem de 15 anos foi resgatado depois de ter sido arrastado pelas correntes. Apesar de apresentar sinais de cansaço, encontrava-se bem. E há ainda registo de um jovem ter sido ajudado a sair da água por veraneantes.
As várias ocorrências mobilizaram nadadores-salvadores, motos e viaturas 4×4 da Associação de Nadadores Salvadores Os Golfinhos e do projeto SeaWatch.
Apesar do elevado número de resgates, nenhuma das pessoas assistidas necessitou de ser transportada para o hospital.
Os dados nacionais mostram a dimensão do problema dos afogamentos em Portugal. Em 2025, morreram 142 pessoas por afogamento em Portugal continental, mais 17,4% do que no ano anterior. Em 2024, tinham sido registadas 121 mortes, uma redução significativa face às 155 vítimas contabilizadas em 2023.
Apesar da descida registada em 2024, o número de mortes voltou a aumentar em 2025, tornando esse ano o terceiro mais mortal da série iniciada em 2017 pelo Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).
Em 2024, 76,9% das vítimas eram homens. O mar foi o local de ocorrência de 41,3% das mortes, seguido dos rios, com 31,4%, e dos poços, com 9,9%. Um dos dados mais preocupantes é que 97,5% dos afogamentos ocorreram em locais sem vigilância por nadadores-salvadores.