O cadáver de um golfinho deu à costa, este sábado à tarde, na praia de AVer-o-Mar, na Póvoa de Varzim. O corpo do cetáceo estava enrolado em cordas, que se pressupõe serem de redes de pesca, e que poderão ter estado na origem da sua morte.
A Polícia Marítima e a Proteção Civil foram acionadas e deslocaram-se ao local para proceder à remoção do golfinho, encontrado já sem vida no areal, retirado do mar pelos nadadores-salvadores.
Uma bióloga do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos foi também chamada ao local, de forma a avaliar a situação e definir o destino a dar ao corpo do animal.
Este é o segundo caso registado este mês nas praias da Póvoa de Varzim. No dia 22, um outro golfinho foi encontrado morto numa das praias do concelho.
De acordo com o protocolo, se o cadáver do golfinho estiver em condições, é levado para autópsia, de forma a perceber-se o que terá levado à morte do animal. Caso contrário, se o corpo estiver em avançado estado de putrefação, o mesmo é recolhido pelos serviços municipais.
Os golfinhos são nadadores privilegiados, e, às vezes, saltam até cinco metros acima da linha de água, podendo nadar a uma velocidade de até 40 Km/h, mergulhar a grandes profundidades, com a capacidade de viajar milhares de quilómetros. A sua alimentação é feita à base de peixes e lulas. Podem viver de 20 a 35 anos e dão à luz uma cria de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.
Há 37 espécies conhecidas de golfinhos de água salgada e doce e a mais comum é a Delphinus Delphis.
“Os golfinhos brincam com coisas interessantes na água e isto pode incluir pessoas”, afirmou Chris Packham, fotógrafo da natureza, mas “podem tornar-se sexualmente agressivos”, ou, ainda, estar confusos ou desorientados da sua rota original, pelo que todo o cuidado é pouco.