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Infestação de pulgas dita encerramento de escola básica do Paço em Águas Santas na Maia

28 Julho 2026
Infestação de pulgas dita encerramento de escola básica do Paço em Águas Santas na Maia
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A Escola Básica do Paço, em Águas Santas, foi encerrada temporariamente devido a uma infestação de pulgas na zona envolvente, anunciou hoje a Câmara da Maia que revela aguardar autorização do Ministério Público para desinfestar uma casa vizinha.
Segundo o comunicado, os cerca de 50 alunos inscritos nas atividades de julho do Programa Educação em Férias foram transferidos para a Escola Básica de Parada, garantindo-se a continuidade das atividades em condições de segurança.
A autarquia maiata, no distrito do Porto, assinala que, de “acordo com os relatórios do Delegado de Saúde Coordenador, datados de 17 e 20 de julho de 2026, existe uma habitação identificada como o mais provável foco da infestação, cuja intervenção é considerada indispensável para eliminar definitivamente o problema e evitar novas infestações”.
Desde então, prossegue o comunicado, o município do distrito do Porto desenvolveu “um conjunto alargado de intervenções, em articulação com a Autoridade de Saúde, tendo já sido realizadas sucessivas ações de desinfestação na via pública, nos espaços exteriores da escola, num dos edifícios escolares e noutras áreas consideradas prioritárias”.
Todavia, a intervenção nessa habitação não pode ser feita sem autorização judicial, por força do princípio constitucional da inviolabilidade do domicílio, “tendo o município entregado ao Ministério Público (MP), nos dias 20 e 21, a documentação necessária para que fosse promovida, com caráter de urgência, a competente providência cautelar que permita o acesso da Autoridade de Saúde, dos serviços municipais e da empresa especializada ao imóvel”, lê-se ainda.
Sem resposta do Ministério Público, o município reiterou hoje o pedido de intervenção urgente, alertando que “a impossibilidade de atuar no provável foco compromete a eficácia de todas as operações já realizadas e prolonga o risco para a saúde pública”.
Paralelamente, continua a nota de imprensa, foi “assegurada uma solução de acolhimento temporário para a residente durante o período necessário à intervenção, encontrando-se, por isso, reunidas as condições logísticas para que a operação possa ser executada de imediato, logo que exista autorização judicial”.
O município assegura estar “preparado para intervir imediatamente” no local.