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Empresa de Vila do Conde Ancor fabricante de artigos de papelaria compra histórica Ambar

13 Julho 2026
Empresa de Vila do Conde Ancor fabricante de artigos de papelaria compra histórica Ambar
Economia
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A Autoridade da Concorrência (AdC) foi notificada, no passado dia 30 de junho, da compra da Ambar, sediada em Barcelos, pela empresa de Vila do Conde Ancor.
A operação de concentração, que consiste na aquisição da totalidade do capital social por parte da empresa produtora de Vila do Conde, liderada por Francisco Correia, foi divulgada esta segunda-feira num aviso publicado nos jornais pela Autoridade da Concorrência (AdC).
“A operação de concentração consiste na aquisição pela António Augusto Correia, Lda. (‘Ancor’) do controlo exclusivo sobre a totalidade do capital social da Ambar – Passion, S.A. (‘Ambar’)”, lê-se na informação divulgada.
Com mais de meio século de história, a Ancor nasceu há 54 anos nas traseiras de um edifício em Cedofeita, no Porto. Embora ainda mantenha a sua atividade original ligada aos produtos de arquivo, o seu principal motor de negócio é hoje o segmento escolar.
A empresa opera a partir da sua fábrica em Guilhabreu, Vila do Conde, onde produz cerca de 30 milhões de unidades anualmente. O seu portefólio inclui marcas próprias conceituadas – como a Ancor, B’log e Smooth -, além de produzir para grandes insígnias da distribuição, como o Continente. A sua vasta produção destina-se a grossistas, retalhistas de papelaria e grandes superfícies comerciais.
Apesar da sua dimensão, a Ancor continua a ser uma empresa 100% familiar, empregando perto de 150 colaboradores.
No final de 2018, o grupo diversificou o seu negócio ao inaugurar uma nova área de packaging, com uma infraestrutura de uma nave industrial dedicada de 2.000 metros quadrados e foco na produção de embalagens premium para produtos de valor acrescentado, tais como calçado, telemóveis, jogos e vinho do Porto.
Atualmente, o grupo nortenho posiciona-se como um dos maiores fabricantes ibéricos de papelaria e embalagem, integrando também uma empresa gráfica e uma unidade focada no desenvolvimento de coleções.
O grupo reforça agora o seu portefólio com a integração da Ambar, marca fundada em 1939 por Américo Barbosa.
A Ambar, que no seu período de maior fulgor chegou a faturar mais de 30 milhões de euros, passou por momentos difíceis em 2013, quando os trabalhadores solicitaram a insolvência da empresa. No ano seguinte, a marca foi salva pelos empresários minhotos José Costa (Coscelos) e José Manuel Ferreira (Valérius, também conhecido por resgatar a Dielmar), que dividiram o capital social em partes iguais (50% cada).
Atualmente, de acordo com dados da Autoridade da Concorrência (AdC), a Ambar dedica-se ao fabrico e venda de material escolar, de escritório, papelaria e marroquinaria, mantendo apenas uma presença residual no comércio eletrónico e no retalho físico (com loja em Barcelos).
Adicionalmente, a marca desenvolve o projeto Ambar Science – criado sob a gestão dos novos acionistas -, focado na criação de brinquedos científicos e pedagógicos em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.