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CIMAR de Vila do Conde está sólida, de boa saúde financeira, com empregos garantidos e a recrutar

28 Julho 2026
CIMAR de Vila do Conde está sólida, de boa saúde financeira, com empregos garantidos e a recrutar
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A CIMAR, empresa histórica de Vila do Conde e uma das referências nacionais no fabrico de carroçarias, reboques e semi-reboques, tem estado no centro da atualidade após o pavilhão industrial onde desenvolveu a sua atividade ter sido colocado em leilão no âmbito de um processo de execução.
Fundada em 1977, a empresa vila-condense construiu um percurso marcado pela inovação, pela capacidade exportadora e pela afirmação no setor dos equipamentos para o transporte rodoviário e movimentação de inertes.
Num momento particularmente desafiante para a empresa, conversámos com a administradora da CIMAR, Odete Garrido, para conhecer a sua perspetiva sobre o processo em curso, o impacto desta situação na atividade da empresa, que garante sólida, financeiramente estável e com empregos garantidos e a recrutar novos trabalhadores, e os desafios que se colocam para o futuro de uma marca com quase cinco décadas de história.

Renovação: Nas últimas semanas surgiram notícias sobre o leilão de uma parte das instalações da CIMAR, o que gerou alguma preocupação junto de clientes, fornecedores e trabalhadores. Como recebeu a empresa esta divulgação?

Odete Garrido (CIMAR): Recebemos com total serenidade, mas também com a responsabilidade de agir depressa. Compreendemos que manchetes sobre leilões causem ruído, mas a nossa prioridade foi, desde o primeiro minuto, repor a verdade. A CIMAR está operacional, estável e focada no seu trabalho diário.

Renovação: A CIMAR fez questão de esclarecer publicamente que não está em processo de insolvência. Que mensagem considera mais importante transmitir neste momento ao mercado?

Odete Garrido (CIMAR): A mensagem é direta: a CIMAR está de boa saúde financeira. Não há qualquer insolvência ou falência da empresa. Continuamos a laborar normalmente, a faturar, a pagar pontualmente e a honrar rigorosamente todos os nossos compromissos.

Renovação: O comunicado da empresa refere que o leilão resulta de um processo de execução relacionado com a situação pessoal do fundador, Manuel Alves da Silva. De que forma é que esta situação se distingue da realidade financeira da empresa?

Odete Garrido (CIMAR): São duas realidades jurídicas e financeiras totalmente independentes. O processo judicial diz respeito à esfera estritamente pessoal do nosso fundador e a um património específico. A CIMAR, enquanto sociedade comercial, tem as suas contas blindadas, independentes e totalmente saudáveis. Uma coisa não afeta a solidez da outra.

Renovação: Apesar dessa separação entre a situação pessoal do fundador e a empresa, é inevitável que um leilão das instalações levante dúvidas. A continuidade da atividade da CIMAR está plenamente assegurada?

Odete Garrido (CIMAR): Está absolutamente assegurada. O pavilhão em causa é apenas uma parte do complexo e a empresa detém todos os mecanismos legais e operacionais para manter a produção a 100%. O nosso trabalho diário não parou um único segundo.

Renovação: O comunicado menciona que a resolução deste processo está numa fase de conclusão. Pode explicar em que ponto se encontra esse processo e que perspetivas existem para os próximos meses?

Odete Garrido (CIMAR): Os nossos consultores jurídicos estão a usar todos os recursos e incidentes legais para travar e anular este processo. Estamos convictos de que a justiça será reposta muito em breve. As perspetivas são de total normalidade e foco no fecho da nossa carteira de encomendas.

Renovação: Caso o imóvel venha efetivamente a ser vendido em leilão, existem planos alternativos para garantir a continuidade da produção e da atividade da empresa?

Odete Garrido (CIMAR): Temos planos de contingência sólidos salvaguardados. Contudo, estamos muito confiantes nas ações judiciais em curso. O mercado e os nossos parceiros podem estar descansados: a CIMAR não vai deixar de produzir nem de entregar as suas encomendas.

Renovação: Os trabalhadores têm sido uma das maiores preocupações da comunidade local. Que garantias pode dar relativamente aos postos de trabalho?

Odete Garrido (CIMAR): Aos nossos trabalhadores, que são o verdadeiro motor da CIMAR, dou uma garantia absoluta: os vossos postos de trabalho estão seguros. Os salários continuam e continuarão a ser pagos pontualmente, como sempre aconteceu ao longo de quase 50 anos. Estamos, também, atualmente, a recrutar mão de obra para reforçar os nossos quadros.

Renovação: E quanto aos clientes e fornecedores, houve algum impacto nos negócios ou algum cancelamento de encomendas devido às notícias que vieram a público?

Odete Garrido (CIMAR): Não registámos qualquer cancelamento. Explicámos a situação de forma transparente aos nossos parceiros e a resposta deles foi de total solidariedade e confiança. Os nossos fornecedores continuam a abastecer-nos e os clientes continuam a comprar.

Renovação: A CIMAR é uma empresa com quase cinco décadas de história e presença em vários mercados internacionais. De que forma este episódio pode afetar a imagem da empresa junto dos parceiros nacionais e estrangeiros?

Odete Garrido (CIMAR): A reputação constrói-se com décadas de trabalho sério, não se destrói com um episódio lateral. Os parceiros nacionais e estrangeiros conhecem o rigor da nossa engenharia e a nossa palavra. Este caso acaba por demonstrar ainda mais a resiliência e a transparência da CIMAR.

Renovação: No comunicado, é referido que Manuel Alves da Silva considera ter sido vítima de uma atuação irregular envolvendo um advogado e um administrador judicial, situação que estará a ser contestada pelos meios legais. Em que medida este processo interfere com a gestão atual da empresa?

Odete Garrido (CIMAR): Não interfere em nada. Essa batalha legal corre nos tribunais competentes pelas mãos dos advogados do fundador. A administração da empresa mantém-se focada exclusivamente na operação, na fábrica, na gestão financeira e na entrega dos reboques e carroçarias aos clientes.

Renovação: A empresa sente que houve desinformação em torno deste caso? Considera que foi necessário agir rapidamente para proteger a reputação da CIMAR?

Odete Garrido (CIMAR): Claramente. Houve alguma especulação precipitada que misturou o património pessoal com o empresarial. Agir rapidamente com o comunicado foi essencial para repor o rigor dos factos e proteger o bom nome que construímos ao longo de quase meio século.

Renovação: Que indicadores pode apresentar para demonstrar que a empresa continua sólida e financeiramente estável, como refere no comunicado?

Odete Garrido (CIMAR): O nosso melhor indicador é a fábrica cheia e a laborar. Temos uma carteira de encomendas robusta para os próximos meses, capitais próprios positivos e uma estrutura de custos totalmente controlada.

Renovação: Há empresas nacionais e internacionais que só confiam na CIMAR para a construção de reboques, semi-reboques, carroçarias e basculantes, como é o caso da empresa que recentemente vos adjudicou trabalho para 18 camiões, por exemplo. Quer falar-nos sobre isso e ou relatar outro acontecimento nacional e ou internacional?

Odete Garrido (CIMAR): Esse contrato recente de 18 unidades para o Estado Português é o exemplo perfeito da nossa força de mercado nacional. Além disso, fechámos recentemente novos projetos de exportação para mercados exigentes na Europa e África. Quem compra à CIMAR sabe que compra qualidade e durabilidade; esse prestígio técnico mantém-se intacto.

Renovação: A exportação sempre foi uma componente importante da atividade da CIMAR. Os mercados internacionais manifestaram preocupação com esta situação?

Odete Garrido (CIMAR): O mercado externo é muito pragmático. O que os clientes internacionais avaliam é o cumprimento dos prazos e a qualidade do produto final. Como mantivemos as entregas rigorosamente em dia, a confiança mantém-se plena e os contratos internacionais continuam a avançar.

Renovação: Depois deste momento de maior exposição mediática, que lições retira a administração e que medidas pretende adotar para reforçar a confiança de todos os parceiros?

Odete Garrido (CIMAR): A grande lição é que a transparência é o melhor escudo contra o boato. Vamos reforçar os nossos canais de comunicação direta com os parceiros e continuar a fazer aquilo que melhor sabemos: gerir com rigor, fabricar com excelência e honrar o nome CIMAR.

Renovação: Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos trabalhadores, clientes, fornecedores e à comunidade de Vila do Conde, que acompanha com atenção a evolução deste caso?

Odete Garrido (CIMAR): Quero deixar uma mensagem de profundo agradecimento pelo carinho e solidariedade que temos recebido, mas, acima de tudo, uma palavra de absoluta serenidade.
Aos nossos trabalhadores e às suas famílias, que sentiram o peso da incerteza nas últimas semanas: a vossa dedicação é o coração desta empresa, e nós estamos aqui para vos proteger e garantir o vosso futuro. Aos nossos clientes, fornecedores e vizinhos de Vila do Conde: a CIMAR não é apenas feita de paredes e pavilhões. A CIMAR é feita de pessoas, de quase 50 anos de suor, de orgulho e de uma ligação inquebrável à nossa terra.
Nascemos aqui, crescemos convosco e é aqui que vamos continuar a honrar a nossa história, a produzir com a mesma paixão de sempre e a levar o nome de Vila do Conde bem longe. Podem confiar: estamos e continuaremos aqui, firmes e juntos.

De acordo com a entrevista a Odete Garrido, administradora da CIMAR, a empresa está sólida, financeiramente estável, com os empregos garantidos e a recrutar novos trabalhadores e o sucedido não é mais do que um percalço, alheio à firma, em vias de ser resolvido, no já longo caminho da insígnia de Vila do Conde.