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Indaqua avaliada em 1,3 mil milhões de euros em negócio que interessa a 7 ou 8 gigantes mundiais

1 Junho 2026
Indaqua avaliada em 1,3 mil milhões de euros em negócio que interessa a 7 ou 8 gigantes mundiais
Economia
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A venda da Indaqua, a principal operadora privada no setor da gestão de águas em Portugal, avançou para a sua etapa final. A avaliação do negócio disparou para cerca de 1,3 mil milhões de euros, estando a conclusão da transação prevista para o final de junho.
Na primeira fase do processo, que arrancou no início do ano por iniciativa do fundo francês Antin Infrastructure Partners, foram submetidas propostas não vinculativas a 21 de abril. O grupo de interessados conta atualmente com sete a oito entidades, destacando-se: APG (grupo neerlandês que lidera o consórcio proprietário de 81,1% da Brisa); Igneo Infrastructure Partners (acionista maioritária da Finerge e com histórico no país através da concessão das Autoestradas do Douro Litoral); Manila Water Company (empresa filipina à procura de entrar no mercado nacional); Acea SpA (operadora italiana com forte especialização em ambiente, água e energia).
Gigantes como a espanhola Aqualia e os fundos KKR e Brookfield também analisaram o negócio, embora não tenha sido possível confirmar a submissão formal das suas propostas. Há um oitavo candidato, cujo nome permanece sob sigilo, para manter o interesse e a competitividade do mercado.
O fundo Antin, que detém o controlo da operadora desde 2020, segue agora para a seleção dos candidatos que avançarão para a fase de propostas vinculativas.
Esta é a segunda vez em três anos que a empresa vai ao mercado. Em 2023, esteve iminente a venda ao fundo britânico Equitix por 800 milhões de euros. Contudo, o negócio colapsou devido a dificuldades na obtenção de financiamento por parte do comprador.
Sob a liderança de Pedro Perdigão, a Indaqua tem vindo a alargar a sua expansão internacional através de aquisições estratégicas em Espanha e da celebração de novos contratos em Angola. Para sustentar esta estratégia de expansão, a empresa garantiu, em 2025, um pacote de financiamento no valor de 358 milhões de euros, no Schroders Capital e no Santander.