A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou um grupo de três suspeitos, incluindo um ex-polícia, que traficava droga no Norte de Portugal, com ramificações em Espanha.
O arranque de mais uma operação da Polícia Judiciária (PJ) contra o crime organizado resultou na interceção de uma célula ativa de distribuição de substâncias ilícitas na Região Norte.
“A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, levou a cabo uma operação policial que permitiu desmantelar e deter um grupo de três elementos, que se dedicava ao tráfico de estupefacientes na zona norte do país”, anunciaram as autoridades de investigação criminal em comunicado oficial.
As provas recolhidas durante a investigação revelaram o perfil dos suspeitos e as suas ligações internacionais.
“Elementos probatórios recolhidos no decorrer da operação permitiram apurar que o grupo, do qual fazia parte um antigo agente policial que havia já sido detido pela PJ pela prática de crimes de roubo, tinha ligações a Espanha”, clarificou a Polícia Judiciária (PJ), sinalizando o histórico criminal de um dos envolvidos.
A organização controlava rotas logísticas para a distribuição de vários tipos de drogas altamente prejudiciais à saúde pública.
As autoridades confirmaram que a estrutura criminosa “dedicava-se à distribuição de substâncias ilícitas variadas, nomeadamente, cocaína, haxixe e drogas sintéticas, substâncias entretanto apreendidas” no decurso das buscas direcionadas aos suspeitos.
No decorrer da operação, os investigadores detetaram também um composto químico perigoso que levanta sérias preocupações no plano jurídico.
“Foram ainda apreendidos vários frascos contendo gama-butirolactona (GBL), substância que serve de percursor para a produção de GHB, conhecida como ‘droga da violação’”, detalhou a força de investigação policial.
A Polícia Judiciária (PJ) sublinhou que este composto específico “provoca efeitos semelhantes a esta, mas que, ao contrário da GHB, não está prevista na legislação como sendo substância proibida”, expondo uma lacuna regulatória no controlo de novos compostos sintéticos em território nacional.
Após terem sido totalmente identificados pelas autoridades, os suspeitos enfrentam agora o respetivo processo criminal.
“Os detidos, com idades entre os 40 e os 46 anos, todos residentes na área do Grande Porto, foram presentes a primeiro interrogatório judicial” perante as instâncias de instrução competentes na área metropolitana.
Após analisar as acusações do Ministério Público, o juiz de instrução decidiu libertar os arguidos sob medidas de coação regulares.
Os indivíduos acabaram por ver determinado o seu estatuto processual, tendo “ficado sujeitos às medidas de coação de proibição de contactos entre todos e apresentações semanais” nas esquadras das respetivas áreas de residência.
As autoridades acrescentaram que “as investigações prosseguem” para apurar o alcance total da rede, sendo que o respetivo “inquérito é titulado pelo DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) do Porto”.