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Mulher que tentou matar marido com 12 facadas em Matosinhos perde recurso no Supremo

14 Maio 2026
Mulher que tentou matar marido com 12 facadas em Matosinhos perde recurso no Supremo
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A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.
O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 23 de abril, julgou improcedente o recurso da arguida, que defendia que a pena não devia ser superior a cinco anos de prisão e que devia ser suspensa.
Os juízes conselheiros decidiram assim manter a decisão do Tribunal de Vila do Conde, que condenou a mulher a cinco anos e meio de prisão, por um crime de homicídio qualificado na forma tentada.
Esta decisão ocorre depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter anulado o primeiro acórdão da primeira instância, datado de 5 de junho de 2025, por omissão de pronúncia quanto à questão da imputabilidade da mulher. Os juízes do Supremo Tribunal de Justiça determinaram a remessa do processo ao tribunal de Vila do Conde que, em 4 de dezembro de 2025, voltou a condenar a arguida na mesma pena.
A arguida voltou a recorrer desta decisão, mas os juízes conselheiros decidiram manter inalterada a pena, considerando não haver razões que justifiquem uma intervenção corretiva deste tribunal.
O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça refere que a pena aplicada “reflete adequadamente, as condições e conduta da arguida”, bem com “o facto de as lesões causadas terem deixado cicatrizes não desfigurantes e não constando que o ofendido tenha corrido efetivo perigo de vida, bem como o perdão do ofendido”.
De acordo com a acusação, a arguida e a vítima namoraram durante dois anos, mas mantinham uma “relação marcada por frequentes conflitos”.
No dia 14 de agosto de 2024, acrescenta a acusação, no interior de casa e após um novo conflito, “a arguida insultou o seu companheiro, ameaçou-o e agrediu-o com um objeto decorativo [um papagaio de madeira]”, tendo depois agarrado uma faca de cozinha com 15 centímetros de lâmina e desferindo-lhe diversos golpes (12) na parte superior do corpo.
Em julgamento, a arguida admitiu que sentia ciúmes do companheiro, mas afirmou que ele também a controlava: “ele não queria que eu trabalhasse, eu ficava presa no apartamento, entrei em depressão, engordei muito e ele falou mal do meu corpo, e eu respondi falando mal do dele e ele disse-me que na China matavam a mulher que dizia aquilo”.
Já a vítima não quis responder às perguntas do tribunal, mas afirmou que perdoou a arguida e que ainda quer casar com ela.