A comissão executiva da Área Metropolitana do Porto (AMP) vai reunir-se este ano com os municípios costeiros da região para um “ponto de situação global” e melhorar a resposta articulada na gestão de populações de gaivotas.
Em respostas, por escrito, a Área Metropolitana do Porto (AMP) explica que os cinco municípios costeiros “de forma geral têm vindo a alinhar as suas práticas com os quatro eixos do plano”, um relatório lançado em 2022 para gerir e mitigar as populações de gaivotas na região.
“Estão em curso linhas de atuação como o desincentivo da alimentação de animais errantes, aplicação de dispositivos físicos de dissuasão em edifícios públicos, pedidos de licenças ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para remoção de ninhos e recolha de aves em situações de risco para a saúde pública e segurança, e ações de sensibilização e educação ambiental, em particular junto da comunidade escolar”, explica a comissão executiva da Área Metropolitana do Porto (AMP).
Questionada sobre a execução deste plano de ação, apresentado há quatro anos, a Área Metropolitana do Porto (AMP) esclarece que este “foi concebido com execução plurianual, repetida em cada época reprodutora”, sobretudo entre abril e junho, e por isso “as medidas não têm um termo fechado, mas um ciclo anual de preparação, intervenção e avaliação”.
Em causa estão os municípios de Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, que participaram no trabalho desenvolvido em 2021 e 2022 pelo consórcio Floradata e a Wedotech, com coordenação geral de Paulo Alves.
“Com a entrada em funções do novo executivo metropolitano, a AMP irá retomar este processo de forma estruturada, estando já previstas reuniões de trabalho com todos os municípios envolvidos ao longo de 2026, com vista a um ponto de situação global e à melhoria e operacionalização metropolitana articulada do plano de ação”, acrescenta a comissão executiva da Área Metropolitana do Porto (AMP).
Um dos objetivos da Área Metropolitana do Porto (AMP), que não concretiza ações futuras para lá das reuniões com os municípios, é também a “harmonização de boas práticas na localização, tipologia e operação dos contentores em zonas sensíveis”.
Um dos fatores que é apontado como “fundamental” para tornar a região “menos atrativa para as gaivotas” é a gestão dos resíduos urbanos, em que a Área Metropolitana do Porto (AMP) espera que os municípios continuem a trabalhar no reforço da recolha, na melhoria do estado dos contentores e na redução da acumulação de lixo no lado de fora.
“Prevê-se um aumento da disponibilização de contentores específicos para os biorresíduos de acesso condicionado ou porta a porta, que diminuem o acesso das gaivotas ao lixo e tendem a reduzir a concentração de aves em torno de contentores e sacos na via pública”, refere a comissão executiva da Área Metropolitana do Porto (AMP).
Questionada sobre a evolução da população de gaivota-de-patas-amarelas na área, a Área Metropolitana do Porto (AMP) aponta para o último levantamento, de 2021, quando tinham sido identificados “cerca de 800 casais nidificantes, com nidificação nos cinco concelhos monitorizados, nomeadamente Porto, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde”.
Para a Área Metropolitana do Porto (AMP), os vários instrumentos de monitorização implementados e testados, de uma aplicação de registo ao rastreio por GPS, censos e contagem de ninhos, são outro dos temas para discutir com os cinco municípios, para poderem “estabilizar um modelo de monitorização cooperativo” à escala metropolitana.
Em fevereiro de 2023, foi noticiado que o relatório que incluía uma série de ações para o controlo populacional das gaivotas na costa, de drones a inviabilizarem ovos à remoção de ninhos, bem como a obtenção da licença pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para controlo das espécies.