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Homem de 61 anos morre após cair de telhado de 5 metros no lugar de Caxinas em Vila do Conde

22 Abril 2026
Homem de 61 anos morre após cair de telhado de 5 metros no lugar de Caxinas em Vila do Conde
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Um homem de 61 anos morreu hoje em Vila do Conde, no distrito do Porto, depois de ter caído de um telhado, informou fonte dos Bombeiros da Póvoa de Varzim.
A vítima estaria a fazer reparações no telhado de uma habitação, na Avenida Carlos Pinto Ferreira, no lugar de Caxinas, quando, por circunstâncias ainda por apurar, acabou por cair de uma altura de cinco metros.
A queda terá sido fatal e o óbito declarado no local, tendo os Bombeiros da Póvoa de Varzim ainda feito deslocar uma ambulância com dois elementos, e, posteriormente, os Bombeiros de Vila do Conde terem sido acionados com uma viatura para transporte de cadáver para o Instituto de Medicina Legal do Porto.
O distrito do Porto lidera em acidentes de trabalho graves com mais de 600 casos em cinco anos, até 2025.
Apesar da tendência decrescente a nível nacional, os acidentes de trabalho continuam a preocupar, especialmente nos setores da construção e indústria. O distrito do Porto destaca-se, registando o maior número de ocorrências graves e fatais: 96 casos apenas em 2025 e 694 desde 2021.
Este cenário é impulsionado pelo volume de obras públicas (PRR) e pela presença industrial na região. Segundo a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a pressão pelo cumprimento de prazos e a natureza de risco destas atividades explicam a prevalência de lesões severas, como fraturas e amputações.
Segundo dados da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), o número de sinistros laborais graves registou uma queda acentuada, com cerca de 250 ocorrências em 2025 – menos de metade do total verificado em 2024. Fatores como o trabalho por turnos e a baixa qualificação da mão de obra continuam a ser identificados como os principais riscos. Para o setor empresarial, a solução para manter esta tendência reside no reforço da fiscalização e num maior investimento em formação contínua.
As empresas dizem estar atentas às questões da segurança e sublinham que o caminho para reduzir o número de acidentes de trabalho passa pelo investimento em formação e no reforço da fiscalização no desempenho dos trabalhos.