O Albergue Santa Clara, em Vila do Conde, suspendeu o seu funcionamento e ainda não existe uma previsão para a sua reabertura, pairando mesmo a dúvida sobre se esta chegará a acontecer.
De acordo com a Câmara Municipal de Vila do Conde, a interrupção de funcionamento do Albergue Santa Clara decorreu de uma inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
“Desde a abertura do albergue, estes dois quartos, estes dois quartos/camaratas, não cumprem de facto aquilo que é a obrigação do licenciamento do alojamento local, que é terem aberturas diretas para o exterior, com ventilação”, disse Susana Ribeiro, vereadora com o pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Vila do Conde.
Embora na entrada do edifício tenha sido colocado inicialmente um aviso com a frase “closed for maintenance”, em português “fechado para manutenção”, passando a estar agora a direcionar os peregrinos de Santiago de Compostela para unidades particulares de hospedagem de Vila do Conde, a Câmara Municipal de Vila do Conde admitiu que a decisão final sobre o destino do espaço ainda não foi tomada.
De acordo com o autarquia vila-condense, o município encontra-se em “período de reflexão” para determinar se avançará com as necessárias obras de reabilitação ou se optará pelo encerramento definitivo do equipamento.
“Estamos a fazer a avaliação do investimento que é necessário fazer. Portanto, não temos ainda previsão de obras. Para já, a primeira prioridade seria sempre abrir novamente como um albergue. Não significa que vai acontecer ou que não vai acontecer. Portanto, depende do investimento que é necessário. Neste momento não é uma preocupação que os peregrinos não têm onde ficar, não, continuam a ter onde ficar”, disse Susana Ribeiro, vereadora com o pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Vila do Conde.
A Câmara Municipal de Vila do Conde modificou recentemente os dados na montra do imóvel onde operava o Albergue de Santa Clara, localizado na Estrada Nacional 13 (EN13), próximo ao Mercado Municipal Eng.º Duarte Pacheco, passando a direcionar os peregrinos de Santiago de Compostela para unidades particulares de hospedagem.
A oferta compreende seis locais de hospedaria, um albergue privado, dois apartamentos e cinco vivendas, todos geridos por organismos particulares. Deste modo, os peregrinos perdem o usufruto de uma prestação municipal de preço reduzido, sendo conduzidos para alternativas turísticas consideravelmente mais onerosas.
O Albergue de Santa Clara aplicava um custo 7,50 euros por dormida. Em comparação, a Pousada da Juventude – integrada na rede Movijovem – anuncia preços “desde 22 euros”, enquanto os restantes alojamentos apresentados apresentam tarifários mais elevados.