O homem acusado de matar e desmembrar o corpo de Diana Santos, a emigrante portuguesa natural de Vila do Conde, foi condenado esta quinta-feira a prisão perpétua no Luxemburgo.
O marroquino Said Banhakeia, de 51 anos de idade, terá ainda de pagar uma indemnização de 75 mil euros ao filho da vítima, além de 100 mil euros para cobrir os custos da investigação judicial.
Na versão da defesa, ao longo do julgamento, Said Banhakeia negou sistematicamente a autoria do homicídio. O arguido afirmou que “apenas” ajudou o sobrinho, Gibran Banhakeia, com quem Diana Santos terá casado a troco de 20 mil euros, a desmembrar o cadáver e a livrar-se do mesmo.
Segundo o condenado, Said Banhakeia, o sobrinho Gibran Banhakeia será o verdadeiro culpado, mas este permanece em parte incerta, suspeitando-se que se encontre em Marrocos.
Recorde-se que Diana Santos residia no Luxemburgo há vários anos, onde era uma figura conhecida na comunidade por cantar em festas de emigrantes e sessões de karaoke.
O crime chocou a região luxemburguesa e a comunidade internacional, em 19 setembro de 2022, uma vez que o corpo desmembrado e decapitado foi encontrado por um adolescente de 16 anos, atrás de um edifício abandonado em Mont-Saint-Martin, França (perto da fronteira com o Luxemburgo).
Após as autoridades francesas divulgarem imagens das tatuagens da vítima, o corpo foi reconhecido e identificado pelo ex-namorado da vila-condense, que identificou ser Diana Santos.
Diana Santos foi morta, desmembrada e decapitada e os restos mortais foram encontrados, parte, em Mont-Saint-Martin, em França, e, outra parte, em Temmels, na Alemanha.
Na altura, a família de Diana Santos contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde para conseguir a trasladação dos restos mortais em cinzas para Portugal.