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Fundo Antin põe Indaqua à venda e pede apoio financeiro aos bancos Société Générale e Citi

1 Dezembro 2025
Fundo Antin põe Indaqua à venda e pede apoio financeiro aos bancos Société Générale e Citi
Economia
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A Antin Infrastructure Partners, uma empresa francesa de gestão de fundos de private equity com foco de investimentos em infraestruturas, deu início ao processo de alienação da Indaqua, o maior operador privado de concessões municipais de água em Portugal.
Para assessorar esta transação, a Antin contratou o Société Générale. Adicionalmente, fontes próximas do processo indicam que um segundo banco de investimento, o Citi, também integra a equipa de consultoria.
O processo competitivo de venda encontra-se ainda nos seus estágios iniciais, o que significa que ainda não foram formalmente dirigidos convites a potenciais investidores. Este é, contudo, um negócio que se prevê atrair o interesse dos grandes fundos de infraestruturas, dada a relevância da Indaqua em Portugal e os elevados valores que se antecipam.
Na última tentativa de venda, que não se concretizou, em 2023, a avaliação da Indaqua, que incluía também a Plainwater (empresa que opera no setor de abastecimento e tratamento de águas residuais, detida pela Indaqua), rondava os oitocentos milhões de euros. Não há quaisquer indicadores de que este valor tenha sido revisto em baixa; pelo contrário, a Indaqua tem realizado aquisições que sustentam uma valorização estável ou crescente.
Em 2023, o fundo britânico Equitix, especializado no setor de infraestruturas, esteve em negociações exclusivas para adquirir a Indaqua à Antin por um valor de cerca de oitocentos milhões de euros. Contudo, a operação falhou após o Equitix não ter conseguido angariar o capital necessário para satisfazer o montante pedido pelo vendedor.
A Indaqua, liderada por Pedro Perdigão, demonstrou dinamismo com a sua expansão internacional recente. Em fevereiro deste ano, a empresa portuguesa concluiu a aquisição da espanhola Hidrogestión à Cobra IS, uma subsidiária do grupo Vinci. O valor desta aquisição não foi divulgado. Este negócio surge apenas dois anos após a sua primeira entrada no mercado espanhol de abastecimento de água, com a compra da Fusosa.
Esta não é a primeira vez que o fundo Antin tenta vender a Indaqua. Se a atual operação for bem-sucedida, será a quarta vez que a Indaqua é transacionada em apenas nove anos.
A operadora de água já foi detida pela Mota-Engil, que em 2016 vendeu a sua posição por sessenta milhões de euros à empresa israelo-americana Miya Waters. Esta, por sua vez, passou a ser controlada em 2019 pelo fundo de private equity Bridgepoint, até ser finalmente adquirida pelo fundo Antin Infrastructure Partners em setembro de 2020. Nessa altura, o fundo francês pagou à BridgePoint 625 milhões de euros.
Anteriormente, em 2014, a então construtora Soares da Costa (que viria a falir) vendeu a sua participação de 28,7% na Indaqua à empresa alemã Talanx, do grupo segurador HDI, por mais de 29 milhões de euros.
Fundado em 1994, o Grupo Indaqua é reconhecido como o maior operador no universo das concessões municipais de água em Portugal, liderando a gestão de sistemas de abastecimento de água potável e de saneamento de águas residuais e serve mais de 810 mil pessoas.
A Antin Infrastructure Partners gere um total de sete fundos, que investem em setores-chave de infraestruturas na Europa e na América do Norte, incluindo energia e ambiente, digital, transportes e social, com o objetivo de gerar retornos atraentes e ajustados ao risco para os seus investidores. A título de exemplo, em setembro deste ano, a Antin Infrastructure Partners assinou um acordo vinculativo para adquirir a Aquavista Watersides & Marinas, o maior fornecedor de infraestruturas de marinas do Reino Unido.
A Indaqua e a Antin Infrastructure Partners ainda não se manifestaram sobre o possível negócio, nem tornaram públicas as suas posições.