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Homem de Vila do Conde ganha um milhão de euros numa raspadinha em quiosque de Mindelo

29 Agosto 2025
Homem de Vila do Conde ganha um milhão de euros numa raspadinha em quiosque de Mindelo
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Um homem na casa dos 50 anos, residente em Vila do Conde, viu a sua vida mudar por completo depois de uma visita a um quiosque na freguesia de Mindelo. A história revela que o objetivo inicial do jogador era apenas fazer uma aposta de 5 euros no Euromilhões. Contudo, a sorte estava noutros planos.
Decidido a arriscar mais um pouco, o homem comprou também uma raspadinha da série Fortuna, no valor de 15 euros. A sua abordagem foi, no mínimo, peculiar: em vez de raspar os tradicionais quadrados com as quantias, limitou-se a raspar o código de barras e a passá-lo na máquina do quiosque.
O que se seguiu foi uma surpresa. O sistema sinalizou de imediato um prémio, mas sem revelar o valor, indicando apenas uma mensagem enigmática: “Contacte o Departamento de Jogos da Santa Casa”. Esta notificação é acionada sempre que o prémio em jogo é superior a 5.000 euros, valor que não pode ser pago no local. Neste caso, tratava-se de um prémio de 1 milhão de euros, o maior da série Fortuna.
Carlos Moreira, o proprietário do Kiosque K, onde a sorte bateu à porta do vila-condense, confirmou a emoção do momento: “era o único prémio de um milhão de euros que havia em jogo nesta raspadinha”.
Apesar da popularidade das raspadinhas, os especialistas alertam para os perigos associados a este tipo de jogo. De acordo com um estudo do Conselho Económico e Social (CES) de 2023, cerca de 100 mil portugueses enfrentam problemas de jogo relacionados com raspadinhas, o que representa 1,21% da população adulta. Destes, 30 mil sofrem de perturbação de jogo patológica, considerada uma doença.
O estudo revela ainda que os portugueses que recebem abaixo do salário mínimo nacional têm três vezes mais probabilidade de jogar raspadinhas com frequência do que aqueles que ganham mais de 1.500 euros mensais.
Os dados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) mostram a dimensão do fenómeno: em 2020, os portugueses gastaram quase 1,4 mil milhões de euros em raspadinhas.