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Festival Cidnay regressa com ópera virtual e concerto ao nascer do sol no Vale do Ave

5 Agosto 2025
Festival Cidnay regressa com ópera virtual e concerto ao nascer do sol no Vale do Ave
Cultura
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O Festival Cidnay Vale do Ave regressa a Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso em 2 de setembro, com 28 atividades em 17 espaços diferentes, entre as quais se destaca uma ópera virtual e um concerto ao nascer do sol.
Em entrevista, o diretor artístico do Festival Cidnay, João Álvares Abreu, revelou que a 5.ª edição vai ter 19 dias de programação, o dobro em relação à anterior edição, e vai também ter uma “estreia absoluta” com “três grandes músicos portugueses” – João Barradas no acordeão, Agostinho Sequeira na percussão e a soprano Sofia Marafona, e ainda uma “estreia nacional”, com produção do Maat Saxophone Quartet.
“Este ano o festival acontece em 17 espaços diferentes dos dois municípios [Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso], com 28 atividades. Destas 28 atividades, 22 são concertos e performances. E há uma novidade este ano que são produções em estreia absoluta e em estreia nacional. Temos também artistas em estreia nacional, o que é mais uma novidade face ao ano passado.”
O festival, que se estende até 20 de setembro, vai dividir-se em três eixos nucleares.
O primeiro eixo, o principal, é o da programação de concertos e performances.
O segundo eixo traduz-se em quatro formações com ‘masterclasses’ de oboé, violino, violoncelo e contrabaixo, para as quais se inscreveram jovens músicos de mais de 25 países diferentes.
O terceiro eixo é a “mediação” com concertos “para famílias, para escolas com oficinas musicais para crianças e para seniores, e com visitas dançadas que é um formato que este ano vamos explorar”, acrescentou o diretor artístico.
A estreia absoluta de um concerto de ‘carta branca’ é uma produção própria do Festival Cidnay, em que três músicos portugueses vão interpretar obras de Gustav Mahler, como “Canções de um Companheiro Errante”, do ciclo “Lieder eines fahrenden Gesellen” (ou “Canções de Um Viandante”), e “Songs of Travel”, de Vaughan Williams, em arranjo para soprano, acordeão e percussão.
“Temos João Barradas, no acordeão, Agostinho Sequeira, na percussão, e Sofia Marafona, na voz. O desafio lançado foi pegar no repertório lírico de canção adaptando-o pela primeira com piano, acordeão e percussão”, explicou João Álvares Abreu.
O concerto de encerramento do festival é uma estreia nacional. Trata-se de uma produção do Maat Saxophone Quartet, um quarteto de músicos portugueses, sediado em Amesterdão, e que vai apresentar “uma ópera virtual num conceito que mistura música, espaço, tecnologia, encenação, etc.”.
Outro “grande destaque” da programação é a apresentação de “Inuksuit”, do compositor norte-americano John Luther Adams (Prémio Pulitzer de Música em 2014), para Ensemble de Percussão, e cuja interpretação pode reunir de nove a 99 percussionistas.
“Inuksuit” será apresentada numa performance ao ar livre, em 14 de setembro, “com muitos instrumentos de percussão”. “É a segunda vez que se faz em Portugal”, garantiu João Álvares Abreu.
Outro dos destaques, também em 14 de setembro, é um concerto ao nascer do sol, no topo do Monte da Assunção, em Santo Tirso, com o percussionista Agostinho Sequeira, a solo. O concerto tem início às 6:30 e será seguido de pequeno-almoço.
Além dos destaques “mais fora da caixa”, como disse João Álvares Abreu, o festival vai também ter concertos de solistas consagrados, a solo e em conjuntos de câmara, na Casa das Artes de Famalicão e no Museu de Escultura Contemporânea em Santo Tirso. Entre estes intérpretes contam-se Noa Wildschut (violino), Torleif Thedéen (violoncelo), João Barradas (acordeão), László Fenyö (violoncelo), Máté Szücs (viola) e Luís Magalhães (piano).
Desde a sua fundação, em 2021, o Festival Cidnay tem-se afirmado como uma plataforma de música e cultura fora dos grandes centros urbanos, promovendo o acesso à criação artística contemporânea a partir de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, e Santo Tirso, distrito do Porto.
Este ano o festival tem o tema “Expressões de Tempo e Espaço”.