Última hora

Exemplares de caravela-portuguesa detetados em 23 praias do Norte entre Vila do Conde e Caminha

31 Agosto 2025
Exemplares de caravela-portuguesa detetados em 23 praias do Norte entre Vila do Conde e Caminha
Local
0

Nas últimas semanas, a presença da caravela-portuguesa (Physalia Physalis) foi confirmada em 23 praias entre os concelhos de Vila do Conde e Caminha, no Norte de Portugal.
De acordo com o programa GelAvista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estes organismos gelatinosos foram avistados em várias zonas, em Caminha (praias de Moledo e Duna do Caldeirão), em Viana do Castelo (praia do Rodanho), na Póvoa de Varzim (praias de Fragosa, A-Ver-o-Mar, Carvalhido, Salgueira, Lagoa e Lada) e Vila do Conde (praias de Mindelo, Moreiró, Pucinho, A Prainha, Barcos, Senhora da Guia, Azurara, Mar e Sol, Árvore, Congreira, Terra Nova, Olinda, Pinhal dos Eléctricos e Lardeça).
Segundo o GelAvista, a chegada destas caravelas à costa deve-se ao seu pneumatóforo, uma espécie de balão flutuante que as transporta através do vento e das correntes marítimas.
O GelAvista avisa que, de todas as espécies gelatinosas que existem em Portugal, a caravela-portuguesa é a que exige mais cuidado. Os seus tentáculos são urticantes e capazes de causar queimaduras graves, por isso, qualquer contacto deve ser evitado.
A caravela-portuguesa vive na superfície do mar e é identificada pelo seu flutuador cilíndrico, azul arroxeado, cheio de gás. Os sintomas da sua picada são uma dor forte e sensação de queimadura.
“Em caso de ser avistada, deve-se evitar o contacto com este organismo de nome científico ‘Physalia Physalis’ e que vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás, cujos tentáculos podem atingir os 30 metros, sendo o seu veneno muito perigoso”, alerta a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
De acordo com a Autoridade Marítima Nacional (AMN), “algumas pessoas, especialmente as sensíveis às picadas e venenos das águas-vivas, podem ter reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios” e salienta que “nestes casos devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência das unidades de saúde”.
Os efeitos da picada da caravela-portuguesa resultam em “dor forte, sensação de queimadura, irritação, vermelhidão, inchaço e comichão”, sublinha a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Apesar da sua perigosidade, a sua ocorrência não é motivo de alarme. A espécie é comum em Portugal durante praticamente todo o ano, embora seja mais frequentemente avistada nos Açores e na Madeira, especialmente durante o verão. A sua chegada a latitudes mais a norte deve-se à influência dos ventos e das correntes marítimas.