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Mural coletivo no Porto celebra 200 anos de 13 obras do escritor Camilo Castelo Branco

22 Junho 2025
Mural coletivo no Porto celebra 200 anos de 13 obras do escritor Camilo Castelo Branco
Cultura
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A sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) está a receber, até dia 27, a pintura de um mural coletivo, com curadoria de Frederico Draw, para celebrar o bicentenário de Camilo Castelo Branco.
De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), em comunicado, o mural pretende ser “uma leitura visual e coletiva de 13 das obras mais marcantes do escritor”.
O mural conta com curadoria de Frederico Draw e com a participação de Daniel Africano, Sphiza, Mots, Daniel Eime, Ana Torrie, Godmess, Mesk, Virus, Leonor Violeta, Ana Seixas, Francis.co, Mariana Malhão e Ruído.
“Este mural será uma interpelação camiliana – provocadora, extravagante, dramática e romanesca – aos transeuntes sonâmbulos da cidade e motivo de beleza e espanto a automobilistas reféns do trânsito portuense. Esperamos que conquiste também novos leitores”, afirmou, citado no texto, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e autor da ideia, Jorge Sobrado.
Ao longo do ano, vão multiplicar-se as iniciativas e as edições literárias para assinalar os 200 anos do nascimento do escritor.
Camilo Castelo Branco nasceu em 16 de março de 1825 na Rua da Rosa, em Lisboa, e perdeu a mãe aos 2 anos e o pai aos 10, tendo ido viver com uma tia para Vila Real. Ao longo da extensa carreira jornalística e literária, assinou obras que viriam a ser livros maiores da literatura em português, de “Amor de Perdição” a “Doze Casamentos Felizes”, entre muitos outros.
Homem de vários interesses, profissionais e amorosos, é preso na Cadeia da Relação do Porto, a par de Ana Plácido, acusados de adultério, dada a existência do casamento de Ana Plácido com o comerciante Manuel Pinheiro Alves, mas ambos foram absolvidos.
Já cego devido à sífilis de que padecia, Camilo Castelo Branco suicidou-se em 1 de junho de 1890, na casa onde morava em São Miguel de Seide, no concelho de Vila Nova de Famalicão.