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CD da FPF arquiva processo a empresário sobre aliciamento a ex-guarda-redes do Rio Ave Cássio

2 Junho 2025
CD da FPF arquiva processo a empresário sobre aliciamento a ex-guarda-redes do Rio Ave Cássio
Desporto
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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou o processo disciplinar ao agente João Carlos Paula, por alegado aliciamento ao antigo guarda-redes do Rio Ave Cássio antes de um jogo com o Benfica.
Em comunicado, o CD da FPF dá conta da decisão tomada por unanimidade na sexta-feira, relativamente ao processo disciplinar sobre eventual corrupção e coação de jogador, na época 2016/17.
Este processo, instaurado em 19 de janeiro do ano passado, visava aferir se João Carlos Paula “tinha tentado aliciar o jogador Cássio para que facilitasse a derrota do seu clube, que era o Rio Ave, no jogo que disputou na época de 2016/17 contra o Benfica”.
Em causa estava um telefonema feito pelo agente, três dias antes do jogo com os ‘encarnados’, que venceriam por 1-0, para a 32.ª e antepenúltima jornada da I Liga, aludindo a uma chamada feita na época anterior para o mesmo guarda-redes, sem que, contudo, João Carlos Paula tenha “feito qualquer pedido ou oferta concreta”.
“Verifica-se assim que, além do depoimento do jogador Cássio Anjos sobre o telefonema que recebeu do denominado José Carlos Paula, com uma duração muito curta, onde não existiu qualquer pedido, proposta ou oferta concreta, nada mais existe que possa suportar uma acusação”, detalha o acórdão de arquivamento.
O mesmo documento dá conta da inquirição ao também antigo futebolista do Rio Ave Marcelo, agora no Moreirense, que reiterou a abordagem de outro agente desportivo, na época anterior.
“Foi também inquirido o jogador Marcelo Santos Ferreira, que disse que só foi uma vez abordado no estacionamento pelo empresário César Boaventura, que lhe referiu que tinha um clube para ele e que, no meio da conversa, lhe perguntou se ele não estava disposto a fazer um penálti no jogo contra o Benfica, tendo o declarante afirmado ter pensado que se tratava de uma brincadeira”, lê-se ainda.
César Boaventura foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, suspensa na sua execução, por três crimes de corrupção ativa no futebol, em fevereiro de 2024, quando o Tribunal de Matosinhos deu como provado o aliciamento aos ex-jogadores do Rio Ave Cássio, Marcelo e Lionn para que facilitassem no embate com o Benfica, na temporada 2015/16, a troco de contrapartidas financeiras e contratuais.