A Coindu, indústria de componentes para o setor automóvel, vai colocar em lay-off cerca de 250 trabalhador da fábrica de Joane, em Vila Nova de Famalicão, revelou hoje o sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA).
Em nota publicada na sua página de Facebook, o SIMA sublinha a sua “enorme preocupação” com a decisão que a empresa comunicou aos seus trabalhadores.
“Depois do encerramento [em finais de 2024] da unidade da Coindu em Arcos de Valdevez, a empresa informa agora que irá levar a cabo mais um processo de lay-off na unidade de Joane”, refere o comunicado da Coindu.
O sindicato diz que “tudo fará para que o processo da unidade de Arcos de Valdevez não se repita agora em Joane”.
A fábrica da Coindu que estava instalada há 36 anos em Arcos de Valdevez parou a laboração em dezembro de 2024, deixando sem emprego 350 trabalhadores.
Na altura, o grupo rejeitou a transferência da produção daquela unidade para a Tunísia, referindo que o encerramento era “consequência do fim de vida do ciclo de produção dos veículos nomeados”.
O grupo é especializado na produção de capas para assentos de automóveis e peças decorativas de superfície para interiores.
A administração da Coindu foi contactada para ser ouvida e manifestar a sua posição, mas sem sucesso.
Em 15 de outubro de 2024, o Gruppo Mastrotto, fundado no ano de 1958 em Itália, anunciou, em comunicado, a aquisição de “uma participação maioritária na Coindu – Componentes Para A Indústria Automóvel, SA, por meio de uma contribuição de capital para apoiar o relançamento do negócio”.
Em Portugal, a Coindu, fundada em 1988, tinha uma unidade fabril em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, e tem esta em Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, e empregava, no final de 2024, um total de cerca de 2.000 trabalhadores.