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Piquenique improvisado no Parque da Cidade do Porto em dia de aniversário e de apagão do País

28 Abril 2025
Piquenique improvisado no Parque da Cidade do Porto em dia de aniversário e de apagão do País
País
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No dia em que faz 23 anos, Fabiana tinha a intenção de almoçar num restaurante do Porto, mas acabou no Parque da Cidade a fazer um piquenique improvisado com o namorado devido ao apagão.
“Eu faço anos e íamos fazer uma coisa um bocadinho diferente. Íamos ao Porto a um restaurante que eu queria, depois ao zoo [de Santo Inácio, em Gaia] e jantar fora os dois. Agora estamos só aqui a fazer um piquenique. Depois? Não sei, estou ‘stressada’, mas a tentar levar isto da melhor maneira”, disse Fabiana, sentada sobre um pano azul estendido na relva do Parque da Cidade, onde um hambúrguer, batatas fritas, biscoitos e umas bebidas compunham a ementa do almoço improvisado.
O namorado, Marcelo, de 22 anos, notou que até este almoço no parque foi difícil, porque “não foi fácil encontrar um sítio para fazer as compras”.
“Muitos supermercados estavam fechados e o que estava aberto tinha filas grandes”, referiu Marcelo.
Como Fabiana, muitas outras pessoas deslocaram-se esta tarde ao Parque da Cidade devido à falha de energia elétrica que afetou o Portugal e Espanha para aproveitar o “dia livre” e uma temperatura de 27 graus que fez lembrar o verão.
O apagão também poderá deixar a mãe de Mariana Jesus sem bolo de aniversário, porque não houve tempo para o comprar e em casa o forno é elétrico.
“A mãe da Mariana faz hoje anos e vamos jantar todos juntos”, desabafou Luís Horta, analista financeiro que, “até indicações em contrário” da empresa, passara o dia ‘offline’ como os colegas.
Com o apagão, os dois decidiram aproveitar a tarde de calor e desligar das tecnologias até ao final do dia, quando se reunirem para festejar o aniversário em família, “que é o que importa, mesmo sem bolo”, disse Mariana.
Nelson e Patrícia, engenheiro informático e programadora informática, respetivamente, costumam levar o filho a passear diariamente, mas hoje, sem acesso à rede das empresas, foram buscar o filho à creche mais cedo e deslocaram-se da Maia até ali para aproveitar a tarde e a sombra das árvores do Parque da Cidade do Porto.
“Deveria estar a trabalhar, mas com este apagão não há condições. Da creche também nos pediram para ir buscar o filho mais cedo e aqui estamos”, referiu Nelson.
Alfredo Dias, de 75 anos, vai ao parque “normalmente uma vez por semana” e foi “impulsionado pelo apagão para hoje” já ali estar, à sombra, e a dar comida aos patos.
“Em casa não conseguia estar. Queria ver um bocado de televisão, não consegui. Também não consegui almoçar, em vez de almoçar estou aqui a dar almoço aos bichinhos”, disse Alfredo Dias.
Com uma vasta área verde, lagos e vistas para o mar, muitas eram as pessoas no Parque da Cidade do Porto esta tarde, com crianças, amigos ou sozinhas.