Seis homens foram esta terça-feira detidos na Área Metropolitana do Porto (AMP) no âmbito de uma operação de investigação criminal relacionada com um grupo criminoso organizado que se dedicava a furtar viaturas e a roubar proprietários de gasolineiras, avançou fonte policial.
Fonte oficial da Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou que a operação policial, que contou com cerca de 80 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), começou pelas 7:00 com “13 buscas domiciliárias em Gondomar, Matosinhos e no Porto” e duas buscas não domiciliárias (em oficinas), localizadas em Gondomar”.
Os seis detidos são todos homens, de nacionalidade portuguesa e vão ser ouvidos pelas autoridades judiciais para aplicação das respetivas medidas de coação.
As medidas de coação “são medidas processuais que, condicionando a liberdade do arguido, visam garantir a contactabilidade do mesmo, a não repetição da atividade criminosa e a produção de certos efeitos processuais (p. ex., eficácia de comunicações, mesmo não pessoais).
As medidas de coação só podem ser impostas aos arguidos.
A aplicação de qualquer medida de coação deve ser proporcional e adequada à situação processual concreta.
As medidas de coação previstas na lei são: termo de identidade e residência; caução; obrigação de apresentação periódica; suspensão do exercício de funções, de profissão e de direitos; proibição de permanência, de ausência e contactos; obrigação de permanência na habitação e prisão preventiva.
Com exceção do termo de identidade e residência, as medidas de coação só podem ser aplicadas por um juiz”, pode ler-se no sítio da Internet do Ministério Público.
Alguns dos detidos já foram condenados por crimes semelhantes, outros têm registo criminal de crimes idênticos, acrescentou a mesma fonte oficial da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto.
Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto, o grupo criminoso organizado dedicava-se a “furtos de veículos” que depois desmantelavam, e a roubos de várias pessoas, designadamente proprietários de gasolineiras que ao final do dia regressavam com o montante de dinheiro do dia.
“Estudavam ao pormenor as rotinas das vítimas”, explicou a Polícia de Segurança Pública (PSP).
A operação policial foi acompanhada por uma procuradora do Ministério Público (MP).