A Metro do Porto anunciou hoje que vai encerrar a sua operação mais cedo na segunda-feira devido à greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas, que reclama do operador ViaPorto o pagamento do prémio anual de desempenho.
“Devido a uma greve convocada pelo SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses), o Metro do Porto vai encerrar a sua operação mais cedo, na próxima segunda-feira, dia 30 de dezembro, com as últimas partidas a registarem-se, em toda a rede, entre as 22:00 e as 23:00”, pode ler-se num comunicado hoje publicado pela transportadora no seu ‘site’ oficial.
Na linha azul (A), as últimas partidas serão às 22:23 no sentido Senhor de Matosinhos e às 22:45 no sentido Estádio do Dragão, na linha vermelha (B) às 22:11 no sentido Estádio do Dragão e 22:31 no sentido Póvoa de Varzim, e na linha verde (C) às 22:21 no sentido Campanhã e às 22:51 no sentido ISMAI.
Quanto à linha amarela (D), a última partida será às 22:53 no sentido Hospital São João e às 23:03 no sentido Vila d’Este, na linha violeta (E) às 22:44 no sentido Aeroporto e às 22:57 no sentido Estádio do Dragão, e na linha laranja (F) as últimas partidas serão às 22:21 no sentido Senhora da Hora e às 22:49 no sentido Fânzeres.
As últimas circulações com ligação à linha amarela (D) na estação da Trindade partirão às 22:11 da Póvoa de Varzim, às 22:21 do ISMAI e de Fânzeres, às 22:27 do Aeroporto, às 22:30 do Senhor de Matosinhos, às 22:44 do Estádio do Dragão e às 22:52 da Senhora da Hora.
Já para ligar a linha amarela (D) às restantes linhas na Trindade, a última circulação a sair de Vila d’Este para ligar às linhas A e B sai às 22:05, para ligar às linhas C e E sai às 22:20 e para ligar à linha F sai às 22:38.
Já do Hospital São João, às 22:10 sai o último veículo para ligar à linha A, às 22:20 para ligar à linha B, às 22:30 para ligar às linhas C e E e às 22:50 para ligar à linha F.
O Sindicato dos Maquinistas anunciou na sexta-feira uma “greve total” na operação da Metro do Porto nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, exigindo o pagamento do prémio anual, ainda não efetuado, ao operador ViaPorto, do grupo Barraqueiro.
De acordo com uma nota de imprensa do SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses), a paralisação terá também efeitos nos dias 30 de dezembro e 2 de janeiro, já que os trabalhadores representados pelo SMAQ estarão em greve “à prestação de trabalho suplementar”.
Já nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, marcados pela habitual afluência de público ao centro do Porto para a passagem de ano, e em que normalmente o metro funciona durante toda a noite, “os trabalhadores representados pelo SMAQ encontram-se em greve a prestação de todo e qualquer trabalho”.
O dirigente sindical do SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses) afeto à Metro do Porto, Hélder Silva, disse que os motivos para a greve são os mesmos que levaram à paralisação que decorreu entre 17 e 22 de dezembro.
Em causa está “a falta de cumprimento do Acordo de Empresa por parte da empresa”, no caso a ViaPorto, do Grupo Barraqueiro, que opera o Metro do Porto, relativamente ao pagamento de um prémio anual referente a 2023.
O SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses) pede ainda a “melhoria das condições de trabalho reivindicadas pelos trabalhadores da Viaporto, Lda. integrados nas carreiras de condução, no que respeita às viagens sem serviço” e a regularização dos descansos compensatórios.
Já a ViaPorto remeteu para uma nota interna divulgada aquando da primeira greve, referindo que o SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses) ignora “a realidade da empresa” ao convocar greves.
Na comunicação interna da empresa, a ViaPorto disse ter tido “o expresso cuidado de informar o sindicato que, atualmente, a situação financeira da ViaPorto está desequilibrada, em resultado de a mesma estar a aguardar o desfecho dos processos de reposição do equilíbrio financeiro que dependem da Metro do Porto SA e do Estado Português”.