Os eurodeputados do Bloco de Esquerda Marisa Matias e José Gusmão endereçaram uma pergunta à Comissão Europeia sobre o aterro do Baixo Cávado e Vale do Lima, localizado na freguesia de Paradela, no concelho de Barcelos, e que tem afetado a qualidade de vida de milhares de habitantes das freguesias à volta.
O aterro do Baixo Cávado e Vale do Lima, em Paradela, confina com freguesias de Barcelos e da Póvoa de Varzim, tem uma capacidade de receção de 800 mil metros cúbicos de resíduos, é explorado pela Resulima, e desde a sua inauguração, no início de 2022, que se têm multiplicado as contestações por parte da população e autarcas da região devido aos maus cheiros que se fazem sentir constantemente.
Uma vistoria da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) confirmou a existência de cheiros nauseabundos e oito inconformidades. No relatório refere-se, ainda, a existência de um furo sem licença: “constatou-se que a empresa executou um novo furo de captação de água, junto da portaria, para o qual não foi solicitado licenciamento”.
“Esta situação é grave e conflitua com o disposto na Diretiva-Quadro da Água (Diretiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2000), transposta para Portugal através da Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro”, diz o Bloco de Esquerda em comunicado.
“Os eurodeputados do Bloco de Esquerda pretendem saber que medidas irão ser desencadeadas pela Comissão Europeia para instar Portugal a garantir o cumprimento da Diretiva-Quadro da Água no âmbito do aterro do Baixo Cávado e Vale do Lima e resolver a situação que afeta milhares de pessoas”, pode ler-se no comunicado do Bloco de Esquerda.
“O Bloco de Esquerda solidariza-se com os habitantes das freguesias afetadas pelos maus cheiros do aterro e apela à participação na manifestação de sábado, 9h30, junto ao aterro de Paradela”, na freguesia de Barcelos.